sábado, 25 de agosto de 2007

BAILARINAS LENDÁRIAS - Dança do Ventre
Muitas bailarinas fizeram a história da dança oriental. Algumas já faleceram, outras pararam de dançar e outras ainda dançam até os dias de hoje. Conheceremos um pouquinho das bailarinas mais importantes, mas afirmo que tantas outras menos conhecidas também contribuíram para o crescimento da dança oriental.
As bailarinas eram donas da maior parte dos teatros da capital egípcia e responsáveis pelas apresentações que incluíam musica, canto, baile e atrações cômicas. Estes elementos impulsionaram um empresário francês a convidar uma bailarina para representar o Egito na 1a Feira Internacional em Paris, em 1917. Esta bailarina apresentou o mesmo espetáculo e grupo musical que apresentava no Egito e obteve grande êxito.
As Lendárias :
Shafiqa La Copta
Nagwa Fouad
Dina
Badía Masabni
Souhair Zaki
Asa Sharif
Tahía Carioca
Fifi Abdo
Nadia Gamal
Naima Akef
Lucy
Sâmia Gamal
Mona Said
Shafiqa La Copta
Shafiqah al-Qutubiah (ou el Koptiyva), nasceu em 1851, no subúrbio de Shobra, no Cairo. Sua família era respeitável, conservadora e modesta e ficou escandalizada quando ela começou a pensar em dançar. Aos 19 anos de idade, foi descoberta por Shooq e fugia para aprender a dançar, enquanto sua família pensava que ela estava na igreja. Era estudante da primeira dança oriental egípcia de Shooq. Seus pais morreram quando ela ainda era jovem. Depois que se casou, ela viveu sob circunstâncias pobres e tentando melhorar dançando nos clubes.Com a morte de Shooq, Shafiqa se tornou desde a maior bailarina até a mais rica e famosa do Egito.
Sua primeira performance foi em festivais de folclore. Os fans de Shafiqa costumavam jogar moedas egípcias de ouro sob seus pés. Dançou e encantou com sapatos de ouro e brilhantes. Foi uma grande artista em todos os aspectos e possuía uma graça admirada por todos os espectadores. Ganhava muito dinheiro e foi extremamente generosa, teve um importante papel durante a revolução de 1919, ajudando de diversas maneiras os revolucionários egípcios que resistiam a dominação inglesa.
Shafiqa Al-Qibtiyya já era uma lenda na era de 1920. Era extremamente bela e inteligente e ganhou fama por dançar na boite "El Dorado". Shafie'a Qebtiyya ficou conhecida pelas suas inovações, como dançar com candelabros na sua cabeça ou equilibrar uma bandeja de bebidas no seu corpo.
Entre seus admiradores havia muitos ministros e outras pessoas influentes.
Este período marcou o começo da era de bailarinas famosas no Egito. Bailarinas de sucesso como Shafiqa Al-Qibtiyya começaram a abrir seu próprio salah (clubes). Shafiqa era proprietária do "Alf Leya" ou "1001 Noites" clube.
Shafika el Kipteyya tornou-se extremamente rica e dançou com sapatos de ouro, mas seu sucesso não só trouxe seu dinheiro, como ela gastava muito, tornou-se viciada em cocaína e morreu desamparada em 1926.O traje de dança de Shafiqa não era como o das bailarinas mais famosas que 30 anos mais tarde aparecem em cena.
Shafiqa viveu uma vida intensa e cheia de êxitos artísticos. Sua vida foi levada ao cinema. O filme "Chafika el Kebteya" ou "Shafika the Copt" de 1963 dirigido por Hassan El Imam, relata a história desta lendária bailarina. O filme conta com Hind Rostom, Hassan Youssef e Zizi El Badrawi.

Badía Masabni
Nascida em 1893, Badia é considerada a avó da dança oriental, nasceu no Líbano e estabeleceu-se no Egito. Abriu o primeiro lugar de música egípcia tornando-se proprietária do "Cassino Ópera", em 1926. Este era o nome oficial do cassino, mas também era conhecido como "Cassino da Badía" ou "Cabaré da Madame Badía". O cassino incluía comediantes, cantores e bailarinas. Ela apresentava suas danças e lá estiveram atuando grandes estrelas, entre elas Tahia Carioca, Naima Akef e Sâmia Gamal. Trabalhava com uma equipe completa composta de músicos, tais como Farid El Atrashe e Mohamed Abdul Wahab. Este cassino foi freqüentado por intelectuais egípcios e pela aristocracia nacional e estrangeira da época.
Badía mudou o cenário da dança egípcia, criando um novo estilo de dança, usando coreógrafos ocidentais e sendo chamada agora de Raqs El Sharqi. Ela também introduziu um coral de 30 bailarinas. Adorava fazer relações públicas. Certa noite, Badía vendeu o cassino, obteve um passaporte falso e foi para sua terra natal, Líbano.
Devia impostos ao governo egípcio. Morreu em Beirute em 1975 e o Egito todo a recorda com carinho. Com Badía formou-se toda a geração de bailarinas egípcias, como Sâmia Gamal e Tahia Carioca. Ambas treinadas por Badía, se tornariam as mais extraordinárias e famosas bailarinas da metade do século XX.

Tahía Carioca
Dançarina egípcia, Tahia Carioca dançou na maioria dos estados árabes e participou de alguns filmes egípcios com estrelas de filmes árabes como, o cantor e compositor Mohamed Ahdel Wahab e Farid Al Atrache.
Tahia Carioca tornou-se uma das lendas da dança oriental. Mohamed Karim, seu pai, exerceu sobre ela duas influências: seu amor pela arte e em segundo seus vários casamentos. Seu pai casou 7 vezes e mais tarde, Tahia oficialmente dobrou o número de seu pai, casando-se 14 vezes. Ela foi chamada Carioca na ligação que teve com o samba brasileiro, na qual ela desenvolveu seu estilo no início da década de 30 quando se apresentou no casino de Badia Massabni. Ela se tornou fascinada pelo ritmo brasileiro e pediu ao seu músico que tocasse algo similar. Tahia trouxe para os seus shows os rítmos latinos. A concorrência no Caberet Badia era dura, especialmente contra Samia Gamal que também dançava lá no início de sua carreira.
Foi uma das melhores bailarinas do Egito, extremamente audaz, recusou-se a dançar para o ditador turco Kamal Ataturk, o qual proibiu de entrar na Turquia, também recusou-se a dançar para Nazli, rei do Egito. Durante a ultima guerra mundial, exerceu um importante papel, foi responsável por grandes ajudas e donativos.
Na maioria das vezes, as apresentações de Carioca eram de 20 a 25 minutos. Mas a fama de Tahia foi rápida, entre 1930 e 1940, desta maneira, se estendeu até o Rei do Egito, Farouk, que a convidou para dançar no seu aniversário. Seu estilo era totalmente diferente de sua rival, Samia Gamal. O primeiro filme que Tahia fez foi "La Femme et le Pantin", lançado em 1935 e depois participou de mais de 120 filmes, como também, de teatro e novelas. Tahia era uma mulher determinada. Ela era uma grande dançarina! Ninguém conseguiu alcançar sua virtuosidade, seu jogo de palavras, gestos e seu jeito irônico de flertar. Ela deixou sua família em Ismaila depois de uma discussão com seu pai e aos 12 anos partiu de trem para o Cairo. Aos 31 anos já era considerada uma lenda da dança oriental! Tahia provou ser uma fonte de inspiração para toda uma nova geração de dançarinas.
Quando abandonou a dança, fundou um grupo teatral, a primeira obra que apresentou foi a vida de Shafiqa La Copta, peça de teatro de quatro partes que obteve um grande êxito. Tahia faleceu no dia 20 de setembro de 1999, aos 79 anos de ataque cardíaco.
Diziam que ela tinha metade de sua inteligência nos pés e a outra metade na cintura.

Naima Akef
Nasceu em Tanta, no Egito, no dia 7 de outubro de 1932. Sua família era circense e possuía o Circo Akef. Eles viajavam muito fazendo turnês especialmente na Rússia. Em 1957 Naima apresentou sua dança num festival juvenil e ganhou primeiro lugar. No Teatro Bolshoi, há uma foto em sua homenagem.
Naima foi descoberta primeiro pelo diretor Abbas Fawzy que lhe apresentou seu irmão Hessein Fawzy. Ele percebeu o talento dela e lhe deu papel principal na primeira vez em que Naima aparecia num filme.
Ela teve muito sucesso como atriz, era consciente do seu peso, sua forma física, não poupava esforços nos ensaio. Dotada de grande técnica e estilo, suas coreografias encantaram o cinema egípcio com sua arte de canto, atuação e dança. Atuou em aproximadamente 30 filmes. Sua expressiva dança, teve origem nas atuações acrobáticas sobre cavalos. Foi seu pai quem percebeu seus dons, incentivou e reconheceu seus talentos.
Freqüentemente criava suas coreografias mas ficou muito famosa por ser disciplinada e obediente aos seus treinadores. Raramente dançava em casas noturnas. Ela se apresentou algumas vezes no Cassino da Madame Badia Masabni.
Após ter se separado de Hessein, ela se casou com seu contador e com ele teve um filho que começou mais tarde a trabalhar com música.
Naima morreu de câncer em 23 de abril em 1996 com apenas 64 anos, após uma angustiante batalha. Sua musicalidade e interpretação dramática são imortais.

Sâmia Gamal
Declarado pelo rei Farouk como: "A dançarina nacional do Egito" em 1949, Samia Gamal é uma das mais famosas dançarinas do mundo. Nasceu em 1924 na pequena cidade egípcia de Wana, mudou-se para o Cairo depois de alguns meses nascida. Seu nome verdadeiro, Zainab, foi alterado por Badía Massabni, que a convidou para se juntar à sua companhia da dança. Como solista Samia desenvolveu um estilo improvisado que incorporou técnicas do ballet e danças latinas. Seu romance com o ator e cantor Farid al Atrache alegrou seus fãs, que viram o casal junto em filmes, como "I Love You" em 1949 e "Afrita Hanem" em 1950.
Dançou até quase o fim de sua vida. Ela tinha 60 anos e ainda se apresentava em nightclubs parando completamente em 1984. Mais uma vez retornou aos palcos ouvindo os conselhos de um velho amigo, Samir Sabri. As pessoas eram maldosas com ela em cena e soltavam comentários ferinos enquanto ela se apresentava mas nada detinha aquela mulher. Tentavam atingi-la em sua auto-estima e ela continuava dançando. "Dança, dança, nada além da dança. Eu dançarei até morrer!". Acabou falecendo em primeiro de dezembro de 1994, no Hospital de Mirs, no Cairo.

Nagwa Fouad
Nascida em 1942, foi a bailarina mais famosa na 2a metade deste século. Seu começo artístico foi como secretária em uma empresa de organizações de festas e daí passou para o teatro e dança. Afastada de sua casa em Alexandria, sonhava em dançar no Cairo. Participou de muitos filmes com um êxito sem precedentes. Sua fama ultrapassou o mundo árabe e passou a representar o Egito em muitos festivais turísticos.
Dentro de seus espetáculos, foi a pioneira a incorporar elementos originais e sofisticados, dando a Dança Oriental um teor muito mais adaptável no mundo Ocidental. Desta forma, viajou inúmeras vezes para a Europa, América do Norte e Ásia, onde participou dos grandes festivais. Nos Estados Unidos realizou várias apresentações dedicadas especialmente aos habitantes de origem árabe e fundou uma escola de dança oriental em New York. Seu grupo de dança reconheceu diversos elementos de origem folclórica tanto egípcios quanto de outros paises árabes.
Em 1976, o compositor Mohammad Abdel Wahab escreveu uma música especialmente para ela, de nome Arba'tashar. Nesta dança, Nagwa diz ter podido combinar a dramaticidade de Tahía Carioca e as acrobacias de Naima Akef. Este foi seu primeiro grande sucesso responsável por seu reconhecimento. Após ele, foi obrigada a criar novas coreografias a cada três meses. Nagwa com seus movimentos de braços e sinuosidades do quadril reserva sempre um momento do show especial para a Camanja (violino).
Foi também cantora e artista de cinema e teatro; e em 1922 quis interromper definitivamente sua carreira de dança, para consagrar-se no cinema, mas não conseguiu devido a inúmeros pedidos, alegando ser insubstituível. Cativou numerosos políticos, entre eles o estadista Richard Nixon, o egípcio Anwar el Sadat e também o presidente Carter e Henry Kissinger.

Souhair Zaki
Nasceu em Mansoura, onde viveu com sua família até a idade de 9 anos, antes de se mudar para a Alexandria. Musica e dança não faziam parte da sua vida naquela família tradicional - o pai trabalhando com comércio e a mãe como enfermeira. Mas Souhair se apaixonou por ambos quando era muito novinha e aprendeu sozinha a dançar no inicio, ouvindo a rádio.
Seu talento natural logo veio à tona, e antes que ela mesmo desse conta estava dançando nas festas de aniversário e casamento da família. "Eu costumava ir direto da escola para o cinema, para assistir Tahia Carioca e Sâmia Gamal na grande tela. Eu até mesmo cortei meu cabelo e arrumei para ficar parecida com Fairuz", ela diz, referindo-se a uma estrela mirim do cinema egípcio. O desejo de Souhair Zaki para dançar em publico superou a desaprovação do seu pai, no entanto parece que era parte do seu destino, seu pai morreu quando ela ainda era muito jovem e sua mãe se casou novamente. Foi seu padrasto quem realmente lançou e gerenciou sua carreira, arranjando sua orquestra e mais tarde se tornou seu empresário. Souhair se mudou para o Cairo, onde se manteve desde então, circulando entre casamentos e apresentações em nightclubs, que começavam a noite e se estendiam pela madrugada.
"Minha maior rival era a Nagwa Fouad. Nos tivemos uma competição feroz. Se as duas estivessem contratadas para uma mesma festa numa noite, nos corríamos para mandar nossas orquestras e roupas na frente, vendo quem chegava antes ao local". Enquanto Nagwa Fouad, adorava flashes e grandes montagens para sua performance, num estilo bem ocidental, Souhair era exatamente o oposto. Raqia Hassan, reconhecida mundialmente como uma grande coreógrafa e mestra da dança, se manifesta a respeito de Souhair: "Souhair Zaki resume a dança natural. Seu apelo está em sua simplicidade: ela traduziu a música de forma precisa e natural, sem excessos ou exibicionismo. Seus passos têm resistido aos anos, e são ensinados até hoje. Ela sempre foi autêntica apresentando-se e fingir nunca fez parte do seu estilo. Do mesmo jeito que a vê hoje, ao vivo, calma, tranqüila para conversar e educada, ela sempre foi assim em cena".
A imagem clichê da dançarina oriental, quente e sedutora, muda um pouco de figura com ela. Isso talvez porque ela emergiu deste mundo controverso da dança com sua reputação mais ou menos intacta. Ela se orgulha em dizer que dançou nos casamentos de cada uma das filhas de ambos Anwar el Sadat e Gamal Abdel Nasser: que ela era constantemente escolhida para entreter as autoridades em visita ao país, desde o ministro de defesa da Rússia até o presidente Nixon e Henry Kissinger, e que, quando ela se tornou a primeira bailarina que ousou interpretar as reverenciadas canções de Oum Khalthoum num placo de nightclub, ela teve uma benção para o fato.
No final dos anos 80 o cenário da dança começou a mudar, e Zaki, vendo as coisas como iam se desenrolando, começou a pensar em se retirar elegantemente. Naquele tempo profundas mudanças tomavam forma dentro da visão que a sociedade tinha sobre a dança.
Raqia Hassan, quando a convidou para dançar e dar aulas depois de anos no Festival de Dança Oriental no Cairo, pessoalmente ficou impressionada pelo impacto que a presença de Souhair Zaki causou nas reservas das aulas. "Até que os formulários chegassem em grande número, eu não tinha idéia do quanto Souhair Zaki era amada por pessoas de diversos lugares do mundo. Quase todas as alunas inscritas para o festival se inscreveram para a aula a ser dada por ela".
"Aqueles dias nunca mais voltarão atrás. A atmosfera, os clientes, os convidados. Onde estão eles agora? A dança Oriental foi minha vida. Eu tenho meu filho e meu marido. Mas as melhores memórias de minha vida são todas da dança". Souhair Zaki.

Fifi Abdo
Com seus quase 60 anos, é atualmente a bailarina de maior sucesso no Egito, juntamente com Dina e a que paga um dos mais altos impostos. Dotada de um quadril incrivelmente potente, sua dança é forte e impressionante. Foi empregada doméstica de um músico que descobriu seu talento e iniciou sua carreira.
A Rainha da Dança do Ventre diz não ter rivais, pois para ela, uma moça que balança os quadris não significa que é uma dançarina. Mas todos sabem que, assim como Tahia Carioca era rival de Sämia Gamal e Nagwa Fouad era rival de Souhair Zaki, Fifi Abdo tinha Lucy como sua rival da época.
Fifi faz doações para aproximadamente 30 famílias carentes, mas os islâmicos dizem que seu dinheiro e sujo e ilegal, que não deve servir de alimento para ninguém. Ela contesta que seu dinheiro e bonito, porque e ganho graças a seu árduo trabalho. Que no meio do inverno, ela dança descalça, sobre um chão frio, enquanto mulheres de alta sociedade, vestidas em pele, assistem-na na platéia. Sua personalidade e rebelde. Fifi Abdo, sem duvida, causa inveja a qualquer dançarina com seu estonteante shimme (tremor dos quadris). Em sua orquestra, o alaúde toma frente, para atuar em combinação com seus shimmes.

Lucy
Da mesma época de Fifi Abdo e até considerada sua rival, foi uma dançarina extraordinária e reconhecida por seus movimentos rigorosos, bonitos e controlados e uma simpatia sem igual. Quando pequena, praticava ballet clássico, mas diz que se recorda pouco dessa fase. Inspirada em Tahia Carioca e Sämia Gamal começou a atuar como atriz, mas em suas atuações.
Lucy misturava passos de dança e muitos perguntavam se era uma atriz ou uma dançarina. Ela respondia que esta era uma pergunta errada, e dizia que havia algo dentro dela, que não podia ser separado. "A arte é uma totalidade, e não pode ser dividida. O artista, o ator principalmente, deve ser competente em cantar, não o tarab, que e completamente diferente, mas em cantar em ritmo, em movimento... e em dançar, se isto requerer dele", dizia Lucy. "Dançar é minha prioridade. É o que eu nasci fazendo, e logo a dança mais refinada, que e o ballet. Dançar tem que vir primeiramente, depois atuar e então cantar. Eu amo todos os três, me amo em todos os três e graças a Deus, me realizo em todos o três".
Lucy foi considerada uma alma nova em Alexandria. "A Dançarina de Dança do Ventre e Atriz de Cinema". Foi reconhecida por vários papeis importantes no cinema, e deu aulas de dança nos Estados Unidos. Lucy, hoje, dona do Cabaret Parisiana, continua com a mesma simpatia e sorriso encantando seu público eternamente.

Mona Said
Mona Ibrahim Wafa nasceu em 1954. Descendentes de africanos, muito simplista. Começou a dançar profissionalmente aos 13 anos. Sua dança significou uma fuga do Egito para Líbano em 1970, para escapar da raiva de seu pai beduíno e conservador. Quando retornou a Cairo em 1975, já era uma estrela.
Sua dança é caracterizada por uma intensidade e nuance. No entanto, tem momentos em que ela pára de dançar durante alguns períodos. Estes aparentemente coincidem com algum fato de sua vida particular.
Mona sempre esteve dividida entre Londres e Cairo. Em seu repertório, músicas clássicas e uso de flautas eram imprescindíveis. As performances de Mona Said vinham sempre acompanhadas de uma grande orquestra, assim como todas as grandes dançarinas da época, Nagwa Fouad, Lucy, Fifi Abdo, Dina, etc.
No Egito é comum que as dançarinas empreguem os músicos; e Mona Said dizia que havia contratado os mais sofisticados músicos daquela época. Mona dançava mais em Londres, que no próprio Cairo. Seu estilo único fez de Mona uma das grandes estrelas da dança do ventre do século 20. Deu centenas de workshops nos Estados Unidos e em vários outros paises. Seu estilo hoje está bem diferente dos exageros de outrora.

Dina
Não é somente a marca registrada da dança do ventre atual, mas e uma das mais talentosas e também altamente educada e simpática. Durante sua carreira dançando, fez dois diplomas de filosofia, que são iguais a um grau de mestre. Estudava durante o dia, enquanto dançava a noite.
Dina começou sua carreira dançando juntando os grupos de folclore de Mahmoud Reda. Começou a dançar sozinha em Dubai. Isto deu logo aquela senhorita o poder de fechar contratos com os hotéis Sheraton e Marriot no Cairo.
Dina vê a dança como uma arte física, que combina a aptidão e movimentos elegantes de dança. "Embora muitos estrangeiros estejam executando a dança do ventre no Egito, não são considerados bons interpretes da musica árabe", diz Dina. "No Brasil, você encontra bailarinas que dançam muito bem. Se eu quiser tentar dançar como uma menina brasileira, o resultado vai ser muito diferente, porque eu ouço a musica diferentemente".
Dina com seus olhos verdes, cabelo longo preto, figura perfeita e movimentos graciosos do corpo que revelam um talento admirável, está no coração dos árabes e estrangeiros. Dina dedicou uma parte grande do seu tempo, para dar oportunidades educacionais e de performances para aquelas interessadas na arte da dança do ventre egípcia e de promover esta arte ao publico geral patrocinando seminários, workshops e eventos, a que esteja disponível ao redor do mundo.
Dina foi à Arábia Saudita para submeter-se ao quinto pilar do Islam, Hajj, e em seu retorno do Hajj, ela anunciou que estaria se aposentando do mundo da dança completamente. Disse que estaria devotando sua vida à Deus. Entretanto, o amor de Dina pela dança era demasiadamente grande, e assim ela anunciou que em qualquer hora estaria voltando a dançar. Aparentemente também tem ofertas dos produtores egípcios para estrelar vários filmes.
Dina não conseguiu se separar da dança. Continua sendo contratada para shows e workshops em vários países. Atualmente é a bailarina mais bem paga do mundo e considerada, merecidamente, a top da dança do ventre mundial.

Asa Sharif
Ela foi a rainha do twist. É conhecida pela sua informalidade. Uma bailarina alta aparentemente e grande. A sua expressão é engraçada, ela franze a testa, mas ri ao mesmo tempo. Sua meia ponta é altíssima e um dado engraçado é que todo movimento do corpo a mão faz igual.

Nadia Gamal
De origem greco-arabe, é egípcia de coração. Responsável pelo surgimento da primeira escola de Dança do Ventre em Beirute. Nasceu em 1973 e faleceu em 1990 de câncer. Sua dança era sofisticada e parecia reunir muitos estilos que forneciam a força de sua identidade.
Nadia possui uma dramaticidade, que combinava perfeitamente com performances de dança com teatro. Chegou a trabalhar durante muito tempo com o tablista Setrak, formando uma dupla de coesão explicita. Por duas vezes esteve nos Estados Unidos, ministrando cursos. Sempre será símbolo da perfeita interpretação da música.

http://www.samnyaabras.com/
Fontes:* Shokry Mohamed - La Danza Mágica Del Vientre* Merit Aton - Danca do Ventre, Danca do Coracao* www.belly-dance.org* www.bellydancemuseum.com* www.luxordancadoventre.com.br* www.bellydancing.pwp.blueyonder.co.uk

domingo, 22 de julho de 2007

::III Festival de Dança de Embu das Artes::

Olá pessoal!

Não costumo utilizar esse espaço para coisas pessoais, mas preciso compartilhar o vocês meu depoimento sobre esse evento.
bjs
_____________________________________________


Sábado, dia 21 de julho, participei do III Festival de Dança de Embu das Artes.

Fui por livre e espontânea pressão das minhas amigas... rs... Me inscrevi de última hora, não tive tempo de ensaiar... que frio na barriga...

Saí de São Paulo às 8 da manhã, por não saber quanto tempo levaria pra chegar de ônibus em Embu.
Cheguei cedo, e como todo evento de dança, ele atrasou o ínicio. Vi o horario da minha apresentação, me senti estranha, não havia nenhum conhecido, muito estranho...rs... Procurei um cantinho onde pudesse desacelerar o ritmo que estava, achei um lugarzinho legal, com sombra, mas se fosse um pouco para trás, havia Sol.Como sempre, carrego um incenso comigo, coloquei um new age no meu mp3, deixei o volume alto, acendi meu incenso, e fui relaxando, pensando em coisas boas, pensei na minha mãe, que está internada, desde o dia 16, aproveitando aquele momento totalmente sensorial, mandei energia pra ela, e o que veio a mente foi, "eu vou conseguir por ela".

Fui para o vestiário, encontrei meninas, que concorreram no Mercado Persa comigo, conversamos, rimos, nos ajudamos, com diacs, maquiagem e afins, sem clima de rivalidade, apenas amizade, aliás novas amizades.Encontrei uma amiga que iria concorrer no profissional, ter alguém próximo de mim, e deixou muito tranquiila.

E iniciou o festival, varias apresentações, até que veio a minha. Estava me concentrando e subi no palco, fiz meu posicionamento, pensei nela mais uma vez, e fui embora.

Minha amiga disse que fui muito bem, mas opinião de amigo a gente desconfia...rs... não de fora má, mas às vezes pode ser meio imparcial.

E a festa foi rolando, e logo após a categoria profissional, veio o resultado das categorias amadoras, dança do ventre foi a última a ser chamada... estava tranquila, fui de boa no evento, mas dá um aperto no estomago assim mesmo..rs.. afe...Chamaram a 3º colocada, uma menina da Rede Hayat, anunciaram a 2º, e antes do nome falaram, da Escola Deusa Bastet de danças orientais... minjha aiga ficou toda feliz... e eu pensando, as pode ser a outra menina da escola que veio dançar também, logo foi solucionado... Me chamaram... meu coração quase pulou pela boca...rs... e a 1º colocada que foi justamente a menina que ajudei com a maquiagem, fiquei feliz por ela, muito linda, e terminou a apresentação dela com uma caída turca!E passou o tempo, a festa terminou, minha amiga não se classificou e fomos embora.

Já em São Paulo, no metrô, comecei a lembrar do dia, lembrei do que tinha me proposto no início do dia... comecei a chorar, esse foi o 2º evento que me classifico, e esse foi pela minha mãe, que apesar das brigas, e desentendimentos, nós nos amamos, e sem ela eu não poderia estar fazendo nada disso hoje.

Então, Mãe, esse prêmio eu dedico à você.

baiser...

domingo, 15 de julho de 2007

A Música Árabe e os Instrumentos Musicais

– Com o passar dos anos a música oriental recebeu influência da música ocidental e começaram a aparecer instrumentos novos como a guitarra eletrônica e o saxofone. Dessa maneira, a música perde um pouco de suas raízes, pois se misturam ritmos que não são especificamente árabes.

Além disso, a música perde seu sentimento, pois passa a ser tocada por “máquinas” e não por seres humanos, esquecendo-se da parte melódica (característica muito forte da cultura árabe), fazendo assim com que a Dança do Ventre perca parte da sua originalidade!

Instrumentos Árabes – Os instrumentos que acompanharam a Dança do Ventre no século passado foram: alaúde, violino de cordas, flautas e instrumentos de percussão como: o derbak, o duf e o pandeiro.

Duf – É um antigo instrumento de percussão, um pandeiro ou tamborim grande e sem pratinelas. É circular e revestido de pele de cabra. Na antiguidade os árabes utilizavam para animar os que iam ao combate. O “duf” agrega-se ao “derbak” para indicar a troca de ritmos. As mulheres têm sido grandes tocadoras de “duf”, destacam-se atualmente entre os homens. O “duf” também pode ser usado como um agradável e simples acompanhamento para o cantor, sem nenhum outro instrumento.


Saggat – Snuj – Instrumento formado por paredes de discos metálicos de uns 6 cm de diâmetro que se colocam nos dedos polegar e médio de cada mão e tocando-os conforme o ritmo da música. Normalmente é usado para abrilhantar o show ou fazer homenagem à bailarina. Na Turquia é chamado de Zills.

“Tar”- Pandeiro – É parecido com o “duf”, o que se distingue é que possui “uns pratinhos” metálicos incrustados no aro de madeira e que faz o som ficar mais ligeiro. É um instrumento muito importante porque pode acompanhar o solo das evoluções rítmicas da bailarina.
“Req” – Possui um aspecto exatamente igual ao “tar”, distinguindo-se apenas pelo tamanho, um pouco menor.

“Al úd”- Alaúde – É considerado o “sutão” dos instrumentos, símbolo da música árabe, tanto atualmente, como na antiguidade. É um instrumento de corda e é preferido pelos compositores que acompanham os cantores solos e para declamar poesias árabes antigas. O alaúde é um instrumento de origem muita antiga, produz os melhores sons e é o único instrumento capaz de seguir todas as melodias, pois foi construído inspirando-se nos movimentos que representam os 4 elementos fundamentais da natureza: o fogo, a terra, o ar e a água.

“Qa Nún”- Saltero – É considerado o segundo mais importante instrumento de corda dentro da música árabe. Ele é triangular, como mostra a foto, e precursor da harpa e piano. Contém 24 cordas triplas. Acredita-se que ele tenha sido inventado por um matemático e físico muçulmano chamado al – Farabi, sendo o mais sensível de todos os instrumentos. O som resulta do toque das cordas de cobre que vibram sobre uma cavidade de madeira. O número das cordas chega a 90. Para a bailarina de Dança do Ventre, o saltero é muito importante, acompanhando com perfeição as evoluções e os giros.

“Nay” – Flauta – É um instrumento musical muito simples fabricado pelos egípcios desde a época faraônica, a partir de talos de cana. É uma planta silvestre que cresce nas margens do Rio Nilo, parecida com a cana-de-açúcar. A diferença é que esta é oca por dentro e se aproveita a parte do talo, mais próxima do solo. De aparência simples, a flauta possui uma escala musical completa e está presente em todos os países árabes, despertando uma farta nostalgia. Desde a antiguidade, os árabes têm utilizado a flauta para acompanhar o recitar de poesias, sendo em muitas ocasiões o motivo central dos poemas. É um dos instrumentos preferidos das bailarinas, pois além de ser ótimo para acompanhamento em solo, possui um som com características singulares. Em virtude de seu som triste e solitário, a bailarina pode demonstrar o domínio do seu corpo nos ritmos lentos, demonstrando profundos sentimentos e concentrando a atenção dos espectadores já envolvidos numa melodia mais séria de tonalidades graves. A flauta é também utilizada para improvisações, principalmente quando a intenção é tornar o som mais alegre e vivo.


É importante estudarmos os instrumentos árabes: “Tabla” – Derbak – É um instrumento de percussão imprescindível para a bailarina e os músicos. Muito utilizado no mundo árabe, ele marca o ritmo de todo o resto do grupo musical, tanto em músicas modernas quanto em músicas tradicionais. É interessante notar que ele é coberto por pele de peixe e às vezes de cabra. Seu som pode variar dependendo dos toques do músico e do tamanho do instrumento. As bailarinas, em sua maioria, adoram e recorrem ao “derbak”, para reavivar um show, podendo com ele substituir todos os outros instrumentos de percussão. Durante uma apresentação, bailarina e o derbakista realizam um verdadeiro diálogo, variando os ritmos de mais lento para o mais rápido. O Egito é um país muito rico em ritmos como: masmudi, carachi, whada wo noz, malfuf, baladi. Todos esses ritmos, comandados pelo “derbak”, são o suporte das melodias coreográficas da bailarina de dança do ventre.

Vamos conhecer mais instrumentos árabes: Mijurez – Além da flauta ( Nay ), Mijurez é outro instrumento de sopro de alto diapasão, muito utilizado em danças folclóricas, assim como o Mizmar para a dança marcial masculina.

Ainda tem mais instrumentos árabes para conhecermos: Mizmar – Também chamado de ZIMR. Encontra-se mais no mundo islâmico com algumas variações, aí se aumenta o ar e a velocidade, podendo elevar uma oitava. Possui repetidos trinados e timbre no agudo. A diferença deste para o Mijurez é que este é duplo.

Você já ouviu falar no Tablele? Mais um instrumento árabe – Muito utilizado em danças folclóricas e muitas vezes em algumas aldeias, chegando a substituir o próprio derbak. TABLELE – este nome significa Tambor Grande, é um instrumento recoberto por pele nos dois lados. Toca-se com ele pendurado ao corpo e com uma baqueta por trás, mais fina e outra maior, marcando o som grave à frente.

Mazhar – Pandeiro grande com snujs e com um som estrondoso.

Bouzouk – Utilizado na música grega e em alguns países dos Emirados Árabes. Trata-se de um alaúde pequeno no corpo e longo no braço.

Harbabeh – Precursor do violino. Tocado na posição vertical, sua forma clássica é o Kemenjeh.

Possui duas cordas encravadas na rabeca – em uma concha d coco;

Órgão – Teclado eletrônico, na escala árabe de um quarto de tom;

Kamanja – É um violino como o ocidental, só que usado na escala árabe;

Arghool – Bastante primitivo e de origem egípcia. São de diferentes tamanhos, classificados como um clarinete e possui a mesma estrutura das flautas escocesas;

Acordeon – Igual ao nosso ocidental, só que usado na escala árabe.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Tipos de Danças

Dança do Jarro
Era executada em cerimônias presididas pelos faraós à beira do rio Nilo, para pedir ao rio que inundasse as terras em suas margens, possibilitando as plantações e as boas colheitas.A dança do jarro pode ser, também, uma dança folclórica. Neste caso, a bailarina representa a rotina das beduínas: caminha de sua tenda até o oásis, onde descansa, conversa com as outras mulheres da tribo, refresca-se, busca água em seu jarro e retorna à sua tenda

Dança da Bengala
Chamada de dança folclórica. É uma dança realizada no Oriente Médio pelas mulheres muçulmanas.A bengala representa a orientação. Nos primórdios a bengala era utilizada por homens pastores (como é até hoje), mas quando eles tinham que ir para a guerra deixavam a missão do pastoril para suas mulheres e filhos e quando voltavam das batalhas percebiam que o número de ovelhas aumentava e eram bem saudáveis, então os homens da tribo injuriados demonstravam com a bengala sua destreza com as mãos, só que as mulheres dançavam utilizando as mesmas com mais graciosidade e sensualidade e neste campo os homens não podiam competir.

Dança com Snujs
Esses pequenos címbalos de metal eram usados pelas sacerdotisas para energizar, trazer vibrações positivas e retirar os maus fluidos do ambiente, além de servir para acompanhar o ritmo da música.Os snujs, ou sagat, como são chamados no Egito, são instrumentos de percussão tocados pela bailarina enquanto dança e também pelos músicos. Eles dão um toque especial à música

Dança com Véu
Historicamente, o véu representa a alma feminina. Por isso, todo cuidado com ele é pouco: deve estar sempre bem guardado e não pode ser emprestado a ninguém.Muitas lendas rondam a dança dos Sete Véus, mas, ao contrário do que muitos pensam, não é erótica e sim sagrada. Cada um dos véus possui uma cor diferente e representam sete chakras e sete planetas.A música para a dança do véu deve ser bem lenta, o que valoriza os movimentos da bailarina como os giros do véu para os lados e para trás.A medida padrão do véu é de 2m x 1,20.

Dança da Serpente
A bailarina dançava com uma serpente de metal (muitas vezes de ouro), pois este animal era considerado sagrado e símbolo da sabedoria. Atualmente, vê-se algumas bailarinas dançando com cobras de verdade, mas isto deve ser visto apenas como show de variedades, já que nem nos primórdios da dança o animal era utilizado. Justamente por ser considerada sagrada, a serpente era apenas representada pelos adornos utilizados pelas bailarinas e pelo movimento do seu corpo.

Dança do Pandeiro (Daff)
Elemento Terra - Deusa Perséfone Era sempre feita com o sentido de comemoração, de alegria e de festa. Muito utilizado em ritmos árabes para saudar a colheita em seus festivais no campo. Para dançar com o pandeiro usa-se músicas rítmicas que propiciem as marcações com o instrumento no corpo da bailarina. É uma dança cigana-egípcia, pode ser usada só com Percussão ou Said, Laff ou Fallahi.

Dança do Candelabro ou Castiçal
Dança tradicional apresentada nas maioria dos casamentos egípcios, onde a bailarina conduz o cortejo dos noivos levando um candelabro à cabeça iluminando a caminho do casal de noivos e trazendo a eles felicidade. È uma dança de origem grega. Para essa dança também são usados longos vestidos largos parecidos com túnicas. O candelabro deve ser específico para a dança, tendo assim o apoio adequado para a cabeça da bailarina. O ritmo usado deve ser lento.

Dança da Espada
Dança em homenagem à deusa Neit, mãe de Rá. Por ser uma Deusa guerreira, ela simbolizava a destruição dos inimigos e a abertura dos caminhos.A dança da espada também podia ser feita como homenagem a Maat, a Deusa da justiça. A bailarina, usando um ritmo lento equilibra a espada sobre a cabeça, as pernas, o busto, apoiando-a na roupa de dança e alguns outros movimentos que devem ser realizados com delicadeza.

Dança do punhal ou da adaga
Representa a morte, a transformação e o sexo. Era uma reverência à Deusa Selkis, a rainha dos escorpiões. A bailarina entra com ele escondido e no meio da dança o revela dançando sempre envolta por um ar de mistério...

A Dança dos Cinco Elementos
E uma dança de devoção. Os cinco elementos são a Água , a T, o F, o Ar e o Éter. Cada um destes elementos tem movimentos específicos na dança que o simbolizam. De modo geral, o Ar é dançado com os movimentos de véus; a Água recebe ondulações de mãos, o movimento da sereia, o parto; a Terra vem com o movimento de representação do crescimento de uma árvore; o Fogo é representado por movimentos de serpente e ondulatórios de quadril, simbolizando a subida da kundaline, energia sexual; e o Éter tem seu simbolismo no camelo, escolhido por passar longos períodos sem água ou alimentação em condições adversas, como se sua força viesse de uma fonte de energia não material.

Khaleege
Pronuncia-se "Raligi" . É uma dança feminina do Golfo Pérsico, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Qatar e Oman. Como nesta dança a bailarina usa um vestido muito largo e longo, ricamente bordado, os movimentos utilizados são basicamente de cabeça, braços, ombros e os pés que têm um trabalho muito simples nessa dança. O ritmo usado é o saudi ou saudita.

Solo de Derbakke
A origem desta modalidade remonta o tempo dos rituais, pois são acompanhados pelas batidas fortes de percussão, que a sacerdotisa deve acompanhar com precisão, exaltando as forças da terra. Elas entravam dançando nos templos, energizando com seus pés, que carregavam seus corpos, que se movimentavam, representando as forças dos elementos e animais da terra. Os árabes ao invadirem o Grande Egito, se encantaram com essa dança, ensinando–a para suas mulheres, pois muito lhe agradavam.

A Dança: Os movimentos são os solares e os lunares. A bailarina acompanha os instrumentos de percussão, de acordo como são tocados.

A Música: As musicas são especificas. Temos percussão de vários tipos de instrumentos. A musica árabe é muito rica em ritmos. É muito comum o instrumentista acompanhar a bailarina.
A Dança do Ventre caiu no gosto do mundo inteiro, e por isso acabamos descobrindo no folclore dos povos do Oriente várias outras danças, como o Khaleege, o Tahtib e sua versão feminina (Raks Al Assaya) ou a Raks Al Shemadan, que já incorporamos ao nosso "acervo". No entanto, algumas modalidades raramente podem ser aprendidas (ou mesmo vistas) por nós, ocidentais, geralmente, por terem um caráter religioso ou carregarem traços culturais muito fortes.

Meleah Laf
Meleah Laf significa lenço enrolado. Esta dança foi vista unicamente no Egito, mais especificamente no subúrbio do Cairo. Nos anos 20, surgiu uma moda no Cairo, onde as mulheres da sociedade começaram a usar o Meleah, grande lenço preto, enrolado ao corpo. A moda passou, mas as garotas do subúrbio até hoje continuam a usar seus lenços. No entanto, agora elas o usam na dança. A amarração padrão do Meleah passa o véu por baixo dos seios, prendendo uma das pontas embaixo do braço. Do outro lado, o véu passa por cima da cabeça e é seguro pela mão. Durante a dança, a bailarina "puxa" o Meleah para que este fique justo ao corpo e ressalte suas formas femininas, principalmente o quadril. No decorrer da música, a bailarina solta o lenço e dança até o fim com ele nas mãos.

É comum vê-las dançando com um chador (quase sempre de de crochê) cobrindo o rosto, que também pode ser tirado no decorrer da apresentação. Outra observação interessante: a dançarina masca chiclete durante a dança (tradicionalmente, as egípcias costumam mascar goma de miske). O jeito de andar, o lenço e o chador cobrindo o que mais tarde será descoberto, o ato de mascar chiclete , a música (sempre muito alegre e festiva) são fatores importantes que caracterizam o jeito das garotas Baladi do Egito. É uma dança cheia de estereótipos, onde é necessário charme e uma pitada de ousadia de quem a interpreta.

Dança das Flores
Realizada na época da primavera, quando as camponesas egípcias iam trabalhar na colheita das flores. Para amenizar o trabalho, elas cantavam e dançavam. Mais adiante, tornou-se uma dança comum nas festas populares. Enquanto dança, a bailarina entrega as flores de seu cesto aos espectadores. As Ghawazee também realizam a mesma dança, também conhecida como Dança do Cesto. Neste caso, a dançarina acrescenta algumas características próprias, como equilibrar o cesto de flores na cabeça, mexer suas saias (rodadas) enquanto dançam, prender uma flor entre os dentes, por exemplo.

Dança das Taças
Folclore egípcio. É uma dança muito antiga ligada a Dança do Castiçal. Pode ser usado em festas de casamento, aniversários, batizados.Usa-se música lenta. A bailarina exterioriza sua deusa interior, fazendo do seu corpo um veículo sagrado e ofertado. O fogo das velas representa a vida..

Dabke
O dâbke é uma dança folclórica de celebração, tradicional entre os povos árabes. Executada em grupo por uma longa cadeia de dançarinos homens e mulheres que se dão às mãos e se movem em círculo aberto, ou ao longo de extensa linha. Os passos cadenciados rígidos e a forte marcação com os pés indicam o papel primordial do homem nesta dança, cuja história está na cadência de seu passo decisivo ao amassar o barro para a construção da sua casa.

domingo, 17 de junho de 2007

Ritmos, mais e mais ritmos

Ayyub
É um ritmo 2/4 simples e rápido, usado para acelerar (ou "aquecer") uma performance.Ele se encaixa bem com outros ritmos, e geralmente é utilizado para "acentuar" outro ritmo. Não é executado durante tempos muito longos, pois torna-se monótono.

Baladi
Este é um ritmo inserido no grupo dos derivados do Maqsum. Maqsum simples é a base de muitos ritmos e especialmente importante na música egípcia. Se você escuta música oriental com acopanhamento de percussão, certamente reconhece o tradicional DT-TD-D do Maqsum. O Baladi é uma versão folclórica do significado da terra, do campo e envolve no Egito um pouco de regionalismo Maqsum, caracterizado pelos familiares dois dums que lideram a frase. Este ritmo é muito típico aparecendo com frequência na música para Dança Oriental. O Dum duplo tende a submergir quando há acompanhamento melódico por isso, às vezes, pode não ser ouvido de imediato, então utiliza-se como base, uma versão simples de Maqsum. Existem inúmeras variações do Baladi, e algumas possuem seu próprio nome, como por exemplo o Masmoudi Saghir (Masmoudi "pela metade"). Alguns músicos afirmam que o Baladi é, na verdade, uma versão folclórica do Maqsoum.D - D - t k t - D - t k t

Chiftitelli
Ritmo 8/4, que é executado lentamente (comparando-o ao Baladi, por exemplo). Originou-se provavelmente na Grécia ou na Turquia. Além de ser utilizado na Raks Charky, também é utilizado na Turquia, como dança de casais.D - t k t - t - t k t - t - t k t - t k t - t k t

El Zaffa
Ritmo 4/4 egípcio utilizado em cerimônias de casamento. Dançarinos e músicos (tocando MAZHAR E DAFF) acompanham o casal de noivos, na entrada e na saída da cerimônia.
FallahiA palavra Fallahi significa algo criado por um Fallahin - fazendeiros egípcios, que utilizavam este ritmo 2/4 nas suas canções de celebração. Geralmente é tocado duas vezes mais rápido que o Maqsoum.

Karachi
Ritmo 2/4, rápido, amplamente utilizado no Egito e no norte da África (apesar de não ser um ritmo egípcio). Este não é um ritmo comum, porque ele começa com um TAK (que é uma batida aguda, diferente do DUM, que é uma batida grave).
MalfufRitmo 2/4 egípcio bastante utilizado na Dança do Ventre, sobretudo nas entradas e saídas do palco.

Maqsoum
Maqsoum significa "cortado ao meio". É um ritmo 4/4 amplamente utilizado no Egito. Possui duas variações, uma rápida (normal) e uma lenta. Se tocado da forma mais lenta, torna-se uma variação de Masmoudi.
Dum takata dum taka

Masmoudi
Ritmo 8/4 egípcio. Possui duas partes, cada uma com 4 tempos. O Masmoudi Kebir (Kebir = grande) é também chamado "Masmoudi de Guerra", devido à sua cadência agressiva (ele se distingue do Masmoudi Saghir).
Dum dum takata dum takata takta


Saaid
Ritmo 4/4, originário de El Saaid, no Alto Egito (era chamada originalmente Raks Al Assaya). Ritmo utilizado para a Dança da Bengala (ou Dança do Bastão), muito praticada pelas mulheres egípcias (às vezes acompanhadas de homens, executando movimentos masculinos), onde são utilizadas bengalas ou longos bastões. Ela é uma referência a uma dança marcial masculina chamada Tahtib.
Dum taka dum dum takata

Samaai
Ritmo amplamente utilizado na música clássica egípcia. Possui uma sequência de três partes: uma com 3 tempos, uma com 4 tempos e uma com 3 tempos. Juntas, compõem um ritmo 10/8 utilizado nas composições chamadas Samaaiat.

Soudi
Ritmo utilizado para o Khalij (dança folclórica do Golfo Pérsico).
takata dum ka dum

Taqsim
É uma improvisação que não possui ritmo ou estrutura definidos. Pode representar o solo de um determinado instrumentista dentro de uma composição, ou mesmo constituir a própria composição. É tocado sem instrumentos de percussão e frequentemente por um só instrumento. Tradicionalmente, é utilizado para fazer a parte lenta de uma música. O músico está livre para fazer o que quiser, favorecendo um momento especial de expressão pessoal.

Vals
Ritmo 3/4 utilizado na música egípcia e também na música ocidental.

Zaar
Ritmo 2/4. A dança egípcia Zaar é realizada para afastar maus espíritos. São feitas oferendas de caças, carneiros, cabras, novilhos ou camelos jovens, num tipo de ritual.Solo de Percussão

Um solo reunindo variados ritmos árabes no qual, entre os instrumentos de percussão, destaca-se o Derbak

quarta-feira, 6 de junho de 2007

O que procurar em uma aula de Dança do Ventre?

É preciso atenção ao escolher a professora com quem vai tomar aulas. Como as opções são muitas em quase todas as grandes cidades brasileiras, podemos lhes dar algumas dicas.

A professora deve iniciar a aula com uma sessão de alongamento. Se isto não acontece, peça que lhe ensine alguns exercícios para esta finalidade e alongue-se sozinha. É muito importante.

Sua postura e respiração devem ser observadas pela professora e corrigidas quando necessário. Exercícios feitos com postura errada podem machucar sua coluna ou suas articulações.

Não adianta aprender coreografias prontas, isto não significa aprender a dança. O correto é aprender os passos primeiro e depois as ligações que podem ser feitas entre eles. Coreografias são um segundo passo. Nunca se esqueça que esta é uma dança muito intuitiva.

É como aprender uma língua. Você aprende as palavras, a estrutura, mas o que vai dizer com as palavras que aprender deve ser escolha sua.

É fundamental aprender pelo menos o básico sobre os ritmos, a cultura e a história da dança.

Seu corpo exige respeito. Não o force além da conta, vá aos poucos e espere de sua professora que ela tenha esse mesmo respeito em mente.

Uma boa bailarina nem sempre significa uma boa professora. Não basta só saber, tem de gostar de dividir o que sabe com as alunas.

Por fim, procure um lugar que esteja afinado com o que você quer da dança. Algumas profissionais enfocam o lado terapêutico da dança, outras o místico, outras o festivo e outras o comercial. Nenhum problema em nenhum deles, desde que você se interesse por aquela proposta

http://www.aomestre.com.br/alt/ventre.htm#

terça-feira, 5 de junho de 2007

O QUE É DANÇA DO VENTRE

A história da dança do ventre é tão antiga quanto a história da humanidade. É a primeira dança feminina de que se tem registro. Enquanto as outras danças eram ligadas à sobrevivência (chuva, caça…) e executadas pelos homens, desenhos em cavernas de mulheres dançando, já evidenciavam seus ventres a mostra. É claro que esta dança difere em muito da que conhecemos hoje, mas a sua origem e essência, está ligada ao matriarcado.

Os movimentos de contração, ondulação e vibração foram desenvolvidos pelas mulheres no intuito de aliviar dores menstruais e preparar os músculos para a gestação e o trabalho de parto. Por este motivo, a dança diversas vezes é também associada ao culto da Grande Deusa (natureza) em virtude da fertilidade do ventre e da terra.

Os ciganos, nômades, espalharam-se pelo mundo carregando consigo uma cultura e um modo de vida muito particulares. Rumo ao ocidente, passando pela Pérsia, Mesopotâmia, Turquia, Norte da África até chegar ao sul da Europa. Muitas vezes para sobreviver, usavam de números artísticos, cantando e dançando em mercados e feiras livres. Diversas manifestações de cultura surgiram do resultado dessas miscigenações aos costumes locais.

Quando os ocidentais chegaram ao Egito, por volta do final do séc. IX, ficaram encantados com o dança exótica das dançarinas regionais. Estas, por sua vez, adaptaram a dança e as vestimentas ao gosto ocidental e acabaram por deixar as ruas entrando para clubes noturnos. Chegando aos Estados Unidos atravéz da França, na época “hollywoodiana” a dança atingiu o conhecimento mundial do público, embora com conotações sexuais que por longos anos foram prejudiciais a verdadeira função da dança.

Em contato com o balé clássico, a dança incorporou braços delicados, pés na meia-ponta, técnicas precisas e coreografias. Transformada assim em espetáculo, a dança do ventre ganhou espaço nos grandes teatros, casas de show e telas do cinema.

A “Rack El Sharq”, “Dança do Leste”, ganhou na França o nome "Dança do Ventre", associado ao lado físico das movimentações (tronco, quadris, abdômen), além da própria origem histórica sempre ligada a representação da fertilidade, da gestação, do nascimento e da maternidade.
Dançada até hoje pelas mulheres nos países do Oriente Médio, a vida é comemorada com música e dança por esses povos, que tem por cultura celebrar desta forma, o parto, a primeira menstruação, a gravidez, o batizado, casamentos, aniversários, colheitas, …

Aqui no Ocidente, esta manifestação artísitca conquistou adeptas de todas as culturas e idades, sendo extremamente difundida atravéz de profissionais e escolas especializadas, além de usada como auxílio terapêutico em casos de resgate da auto estima feminina entre outras.

extraido de: http://www.suheil.com.br

sábado, 2 de junho de 2007

MITOLOGIA EGÍPCIA

A Mitologia Egípcia é muito rica, embora não seja tão divulgada quanto a Grega e a Romana.
Vou falar um pouco sobre alguns dos 42 Deuses da Mitologia Egípcia, pois a pesquisa não é fácil. Conforme for achando informações interessantes, incluiremos na lista.

Rá - Deus Sol, Supremo, Rei do Mundo. Também chamado de Amon ou Amon-Rá.

Neit - Deusa Criadora do Universo, mãe de Rá. Guerreira, protege os mais fracos, destrói seus inimigos, abre caminhos. Afasta os maus espíritos.

Sekmet - Deusa Solar, tem cabeça de Leoa, que simboliza o poder destruidor do Sol. É temida e venerada. Comanda os mensageiros da morte e é responsável pelas epidemias.

Bastet - Deusa solar, com a cabeça de Gata. Representa o poder criador do Sol.. Ela é doce e bondosa.

Nut - Deusa do céu. Representada como uma figura feminina, seu corpo forma um arco sobra a Terra, apoiando um céu estrelado. Ela é a deusa que recebe as múmias, cuidando de seu corpo até a ressurreição.

Ísis - Deusa da Lua, da Magia, da fertilidade. Senhora da Beleza, também conhecida como Iaset.

Osíris - Deus destinado a espalhar benefícios sobre o mundo. Também é chamado de "O deus da Vida". Seu culto é tão importante quanto o de Rá, seu pai. É irmão e marido de Ísis. Foi morto por seu irmão, Seth. Ressuscitou através da magia e governa o Reino dos Mortos.

Seth - Deus dos Oásis. Depois que matou seu irmão, Osíris, passou a ser conhecido como o Deus da destruição, das tempestades, das guerras. É símbolo de desordem e de violência.

Anúbis - O Deus Cão ou Chacal. Deus da medicina. Responsável também pelos cemitérios e encarregado de velar os túmulos e levar almas no outro mundo.

Nefth - Deusa Lunar, irmã de Ísis, esposa de Seth e mãe de Anúbis. É conhecedora da arte de tecer, é também considerada Deusa Guardiã.

Hórus - Filho de Ísis e Osíris. Nasceu através da magia após a morte de seu pai, e se vingou de seu tio, Seth, durante uma grande batalha, em que perdeu um olho. É o Deus da sabedoria, ele unificou o Egito.

Hator - Deusa mãe, simbolizada pela Vaca, que protege e nutre todos. Foi a ama de leite de Hórus. É a representação da mulher madura e de instinto maternal.

Thot - Deus pássaro. É o deus da cura, é sábio, criador da escrita, da geometria, e dos cálculos aritméticos. É representado como um homem com cabeça de pássaro, mas também como um grande babuíno branco.

Maat - Deusa da justiça e do equilíbrio. Responsável pelo julgamento dos mortos no tribunal de Osíris. De acordo com a lenda, Maat coloca, em um dos pratos da balança, o coração do morto, e no outro uma pluma. Se o coração for mais pesado, o morto é considerado impuro e condenado.

Aton - Deus do Sol em Heliópolis. Deus criador, é o aspecto envelhecido do Deus -Sol Rá.

Shu - Divindade do ar. Representa o ciclo de mudança e renovação. É ele quem sustenta o Ventre de Nut, formando a abóbada celeste.

Tauret - Deusa hipopótamo. Ela é protetora das mulheres grávidas e das crianças. Também é conhecida como Touéris.

Bés - Filho de Hator, ele é deus brincalhão, representado como uma criança ou como um anão feio. Protege o amor e concede dons artísticos, como dança e canto.

Selkis - Deusa escorpião, Deusa do sexo. Também representa a morte e as transformações. É reverenciada pelo punhal, o qual, além de ser símbolo fálico, é um objeto que pode causar a morte.

Geb - Deus da Terra, irmão de Nut, protege a estabilidade da Terra.

Cnum - Deus criador, reverenciado na forma de carneiro, por causa da capacidade de procriação deste animal.

Ptá - Criador do mundo. Protege os artesões. É simbolizado como um homem mumificado. É atento aos pedidos dos homens, por isso, muitas vezes, sua imagem é representada com grandes orelhas.

Montu - Deus guerreiro com cabeça de falcão, muito cultuado na época da dinastia XI. Muitas vezes, era associado a um touro sagrado, Búquis.

Consu - Deus da Lua e da noite, é mago de grande respeito e cultuado em várias regiões. Os Tebanos viam nele o filho de Amon-Rá. Sua cabeça de falcão é coroada pelo disco lunar.

Sebek ou Sobek - Deusa e Deus crocodilo. Os egiptólogos se dividem quanto ao seu sexo. É considerada (o) a (o) senhora (o) do universo e chega a ser associada (o) ao Sol.

Min - Deus da fertilidade, patrono do deserto oriental. Tem uma imagem de um homem com duas plumas na cabeça e um chicote na mão direita.

Uazit - A grande Deusa Serpente, da sabedoria e das coisas sagradas. Domina o Delta do Rio Nilo. Ás vezes é considerada boa, outras má.

Necbet - Deusa abutre. Reina no Alto Egito.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Este texto é muito rico em seu significado, está muito presente no que tenho em mente no momento e o coloquei aqui porque julgo as informações contidas nele importantíssimas à todas as profissionais. Segue:

"Perca a ilusão de que o mestre, por estar em condição de ensinar, é superior ao discípulo. Somos todos iguais perante Deus! O que vale é o respeito, a troca e a humildade!"

Como escolher sua mestra pro ensino da arte da dança:

Um mestre guiado pelo Ego atua de maneira mental, não espiritual. Sera fácil identificá-lo, porque:
* retém informações
* dé ordens
* exige
* testa
* escolhe por você
* aprisiona
* impõe
* pressiona
* exclui
* dá importãncia ao status
* busca reconhecimento pessoal

Um mestre guiado pelo espírito atua de maneira espiritual e não mental. Será fácil identificá-lo, porque ele:
* ensina sem reservas
* sugere
* orienta
* incentiva
* deixa você fazer suas escolhas
* confere poder
* quer que você seja independente
* respeita
* apóia
* inclui
* está disponível para todos
* incentiva crescimento espiritual
* reconhece um poder superior
* busca a ordem divina e o bem de todos


boa semana e bons estudos

domingo, 13 de maio de 2007

DANÇA DO VENTRE E SAÚDE: Rejuvenescimento, Juventude e Vida Longa

Dança do Ventre, partimos do princípio de que nunca é tarde para iniciar o aprendizado. Todas as mulheres são belas na Dança do Ventre, pois, em sua herança histórica e mitológica na psique feminina, a Deusa aceita todas as suas filhas tais como são: belas e únicas.

Segundo o Professor de Yoga Hermógenes, considerando que os demais mamíferos vivem dez vezes mais que o tempo que demoram para atingir a maturidade, o ser humano, que também é um mamífero, deveria ter no mínimo uns duzentos anos de vida, e seu processo de envelhecimento deveria se iniciar aos setenta anos, pois a vida, realmente começa aos quarenta.

Pesquisas científicas nas áreas médicas, anotadas pelo Professor Hermógenes, constataram que a atuação dos hormônios sobre as glândulas endócrinas, estimulando-as, pode conservar uma pessoa jovem, retardando o envelhecimento. A limpeza intestinal é um tópico importante, pois o material intestinal tende a lançar substâncias nocivas na corrente sanguínea, o que também contribui para o envelhecimento.

A Dança do Ventre pode tanto estimular e equilibrar os hormônios femininos, auxiliar na cura da insuficiência ovariana, quanto combater a prisão de ventre como vimos, pois trabalha o tonos das paredes abdominais e contribui com o peristaltismo voluntário. Tudo isso, através das ondulações abdominais, camelo e serpente, combinados à respiração abdominal – o que ensina a movimentar o diafragma, ativando o natural funcionamento dos órgãos da região do baixo-ventre.

Fatores como uma boa circulação sanguínea, também contribuem para a manutenção da juventude:
- o cérebro precisa ser irrigado para que suas glândulas, pineal e pituitária, funcionem bem. A pineal é responsável pela psique e pelo desenvolvimento sexual do indivíduo. A pituitária é responsável por outras glândulas, tais como a tireóide, e também pelo sistema nervoso autônomo;
- os tecidos precisam de nutrientes que estimulem seu funcionamento;
- toxinas e resíduos precisam ser eliminados, pois quando se acumulam nas articulações, prejudicam os movimentos;
- uma má circulação pode prejudicar o bom funcionamento dos órgãos.

A Dança do Ventre pode ativar a circulação sanguínea, principalmente na região genito-urinária, como também sob a força extática de movimentos como os tremidos, a circulação sanguínea é ativada e percorre todo o organismo, chegando inclusive ao cérebro, onde se localizam os neurotransmissores responsáveis pelo equilíbrio do humor.
Com o passar dos anos, a musculatura, também por força da gravidade, tende a pesar. Os músculos sustentam menos o esqueleto – a coluna, como também os órgãos. Embora a Dança do Ventre não defina tanto a musculatura do corpo como na musculação, seu exercício lhe confere elasticidade e sustentabilidade, principalmente à região abdominal (neste caso, as ondulações ventrais fortalecem a região como também a definem). A coluna, sendo o vaso que abriga uma legião de nervos da medula espinal, cuja importância no funcionamento fisiológico é de peso ímpar, pois órgãos e glândulas estão a ela ligados, necessita de elasticidade, flexibilidade e sustentabilidade. A Dança do Ventre, trabalha nos “cambrés”, o alongamento da coluna em movimentos ântero-posteriores e látero-laterais, gradativamente, respeitando o estágio de desenvolvimento de cada aluna.

Doenças diversas tendem a estimular o envelhecimento precoce. Até nisso a Dança do Ventre pode auxiliar, pois mantém a mente da mulher sempre saudável. Mente sã, corpo são. Como disse, a psicossomática evoluiu muito e hoje se conhece detalhadamente o processo de adoecimento através da conduta mental. Na Dança do Ventre, através de um corpo sadio, a mulher tem a oportunidade de progredir espiritualmente, pois poderá aumentar a quantidade de experiências a viver neste vaso, que é o corpo humano, onde poderá plantar diversas flores

Artigo retirado do livro "Metaforma e Movimento" - a Geometria Corporal Expresiva na Dança do Ventre - de Lu Faruk. Todos os Direitos Autorais Reservados

TAMBÉM DISPONÍVEL NO SITE: http://www.arabias.com.br/espacd8.htm

www.conexaodanca.art.br

domingo, 29 de abril de 2007

Vaidade Profissional

O artista precisa desapegar-se de sua vaidade.
Não dançar para ser alguém, mas ser alguém para dançar.

Atualmente pouco se tem feito Arte.

Parece que os artistas da mídia, de uma maneira geral, não demonstram amor pelo que fazem, demonstrando mais o apego a bens materiais, e negligenciando a natureza daquilo que o levou ao sucesso: o seu próprio talento (quando têm...).

É interessante notar que no meio da Dança Oriental isso é igualmente evidente.
Não que não possamos desfrutar das vantagens que o sucesso nos traz, muito pelo contrário, mas o foco do presente artigo é justamente a falta de respeito que muitas bailarinas vêm demonstrando pelo próprio trabalho. Criticar a questão não resolve o problema, portanto, nossa atenção deve se voltar para a corrigenda o tanto quanto conseguirmos realizar, o mais rápido possível.

O apelo sexual dos dias contemporâneos está no auge, e faz mais sucesso quem segue este apelo do que quem tem competência técnica e amor para ensinar e dançar em público.
O apego à aparência e o exagero na tendência de que se só se é aceito e bonito se seguir a ditadura das aparências, tem levado o público a julgar incorretamente o real apreço que se deve ter à Arte, faltando o respeito com bailarinas que são grandes em essência, porém discriminadas em sua aparência.

Não me refiro só às gordinhas, àquelas que possuem um padrão de beleza irregular, às que são muito magras ou àquelas que simplesmente não são mais tão jovens, ou ainda, àquelas que realmente merecem o título por se comportarem e se apresentarem de maneira desleixada. Refiro-me a TODAS as que, de uma maneira ou de outra, são discriminadas por não corresponderem à ditadura das aparências, por se recusarem a seguir o modelo por alimentarem um alto grau de respeito por si mesmas e se aceitarem como são.

A ideologia do mercado competitivo contaminou o segmento, e, infelizmente, são poucas as artistas envolvidas que trabalham pelo prazer de trabalhar e não unicamente pela projeção social ou financeira que os holofotes lhes conferem.

O dançar com amor e pelo amor à dança parece estar sendo asfixiado por uma onda de pseudo pensadores de perfil egóico que colocam suas verdades como se fossem as nossas.
Estas pessoas não estão interessadas na evolução da dança ou na arte da dança propriamente dita, estão interessadas em acumular poder, em aprovar ou desaprovar, em serem seguidas pelo maior número de pessoas possível, em retorno financeiro – em audiência.

Cresce, no entanto, uma vertente nova que tem implementado uma visão mais autêntica para a Dança do Oriente: o paradigma da liberdade, circunscrito na velha e boa História da Arte. Descriminar os elementos deste paradigma é-nos fundamental para lançarmos mão de base e estrutura, e construirmos um edifício de boas realizações em Dança Oriental. São estes elementos, variáveis e relativos, mas os principais são cinco: Ética, Respeito, Aceitar o que Foi e o que É (passado e presente), Livre-arbítrio e Tradição. De todos a tradição, é o que menos sofre com a relatividade.

A História da Arte nos mostra que a Arte, não possui valores que ficam aprisionados no tempo. O papel da Tradição vem nos assegurar que os moldes formativos e configurativos de uma determinada expressão artística, não sejam totalmente esquecidos, para que aquela forma de arte não se perca no tempo. Porém, o mundo sempre avança, e existem conceitos que gradativamente são abandonados e substituídos por outros. Quando isto começa a acontecer, a História nos prova que, a antiga forma de arte, ou morre, ou não morre totalmente, mas que, felizmente, em muitos casos, ela vive sob uma nova forma de expressão. Foi o que aconteceu com a Dança Oriental.

A Dança do Oriente, vulgarmente denominada Dança do Ventre, vem da alma do matriarcado, e dos diversos grupos étnicos que tiveram contato com sua forma. Estes grupos, emprestaram sua identidade, acrescentaram sua própria verdade na dança, criando um padrão de consciência corporal que diferenciava sua dança, da dança das outras localidades, em manifestações regionalizadas da mesma expressão-mãe que inspirou suas criações. Logo, o faziam por prazer, por realização, por identificação – e também por auto-afirmação. Eles naturalmente intuíam as misturas que faziam, criando um novo estilo e configuração para seus corpos e suas almas se expressarem.

A vaidade humana sempre existiu, e sempre provocou encontros e separações, tanto na arte quanto na guerra.

No Mundo Árabe, em meados dos séculos X e XI, já se tinha o costume da música ser acompanhada pela dança, e dançarinas eram contratadas para as festas da corte; como também entre o povo, homens e mulheres não profissionais, dançavam para festejar, cada região com seu próprio costume e tradição, aquilo que consideravam importante: celebrar um casamento, um nascimento, o dia de trabalho, a colheita, ou mesmo a guerra. As celebrações envolviam sentimentos como orgulho ou gratidão, e já naquela época, estavam sujeitos à aprovação ou reprovação religiosa – que regulamentava as circunstâncias e ocasiões propícias para estas manifestações da música, da poesia e da dança.

As cortes da época eram divididas em capitais, provocando a mistura de diferentes tradições locais, com focos de produção artística e intelectual, formando unidades culturais, férteis na mistura entre as etnias: mulçumanos, judeus, cristãos, árabes, berberes, espanhóis, que contribuíram para levar as diversas tradições a um padrão de uniformidade artística, embora fossem conservadas as diferenças regionais.

Interessantemente, a vaidade continuou a ser perpetuada desde que o mundo é mundo, porque foi cultivada e mantida na alma humana, com incríveis resistências para ser realmente reconhecida e colocada em seu lugar: forma do coração humano. Quando associada fortemente a uma causa ou propósito, se torna verbalmente agressiva e violenta, maquiavélica, desequilibrando a personalidade. A pessoa se torna tensa, infeliz, e enquanto não tiver todos os holofotes voltados para ela continua faminta de poder.

A nova cultura ocidental, e a descoberta de novas formas de terapia têm levado o ser humano a uma reforma íntima com precedentes na história da humanidade. Grandes pensadores, profetas e homens de fé nos têm presenteado e alertado sobre o orgulho e a vaidade há milênios. Mas nunca, como agora, vemos pessoas tão sedentas de paz e reforma íntima. A vaidade está sedimentada dentro da própria cultura humana, e não será fácil erradicá-la. Há pessoas que confundem vaidade com auto-estima, vaidade com bem-estar. É como se houvesse um gene da vaidade, responsável pelas nossas fraquezas em puxar o tapete da própria consciência. Mas justificar-se com isto, é, no mínimo, uma auto-sabotagem.

Essa idéia nos leva a crer que, o artista, e para nós em especial, a bailarina, que não crescer internamente, amadurecendo através do autoconhecimento, está fadada ao fracasso como pessoa.

A Arte existe para realização íntima da alma, e se o poder ofusca a visão de uma bailarina, mesmo desfrutando de um enorme sucesso, não conseguirá jamais ser feliz, porque ela condiciona sua felicidade a conquistas externas e não consegue usufruir as bênçãos que recebe, com a consciência tranqüila, porque seu ego quer sempre mais. Ela confunde o ímpeto de evolução com sede de poder, insatisfeita por não conseguir mais.

Se você sofre do mal da vaidade, o primeiro passo para sair dessa é reconhecer que ela existe, e que é conseqüência de sua forma de pensar. Os pensamentos que você escolhe ter, por condicionamento e aprendizado, são de sua responsabilidade. É você quem escolhe seus pensamentos. São as suas escolhas, as reais responsável pela síndrome da insatisfação, alimentada pela vaidade. Isso é bem diferente de sentir-se bem ao ter realizado um bom trabalho, de receber um agradecimento por ter despertado com sua dança, a sensibilidade de alguém, ou mesmo de ter tocado com sua dança, as fibras mais íntimas de um público. Isso não tem nada haver com vaidade. Tem haver com merecimento. Tem haver com gratidão. Tudo o que nos pertence, por direito, vem até nós materializado, proporcionando o alimento saudável da consciência: ética, realização e respeito.

Reconhecimento é conseqüência e não o objetivo. Se o objetivo deixar de ser e dançar pelo prazer de dançar, dançar porque isso nos alegra e porque adoramos compartilhar esta alegria com as outras pessoas, então teremos falhado em nossa missão. O divulgar de uma cultura que nos presenteia com pérolas há milênios ficará manchado pelo egoísmo humano, não tendo a chance de sequer se registrar na história como uma cultura que trouxe sabedoria, alegria e equilíbrio ao homem. E é exatamente isso que precisamos nos esforçar em concretizar, estudando, aceitando orientações, corrigindo e procurando assumir uma humildade mediante nossas aquisições, sejam elas pequenas ou grandes.

Bem-Aventuradas as bailarinas que se desapegam de sua vaidade, porque estas Se Realizam, e a estas está reservado um lugar eterno na memória coletiva, e suas almas estão tranqüilas na certeza de que deixam um bom trabalho para o porvir.

Não dançar para ser alguém, mas ser alguém para dançar.


REFERÊNCIA:
HOURANI, Albert Habib. Uma História dos povos árabe. Tradução de Marcos Santarrita. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.

Artigo: - 18/01/2005Autoria: Simone L. Oh Coel Osab
Direitos: Todos os direitos autorais reservados.
Do site: www.odaliska.com

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Afinando o ouvido

Um dos pontos técnicos mais complicados para quem estuda dança do ventre é afinar o ouvido para a música oriental. Trata-se da escala musical com semitons que não são comuns no ocidente, dando a impressão que o som está meio distorcido. Além disso, ainda é preciso contar o tempo e o contratempo do ritmo para que a dança esteja tecnicamente correta.

Ouvir diversos estilos de música oriental ajuda a compreender melhor os detalhes que são muito particulares da cultura árabe. É preciso apurar o ouvido para apreciar a música clássica oriental, da mesma forma que é preciso tempo, interesse, estudo e conhecimento para apreciar um bom vinho. Quanto mais escutamos, mais percebemos a riqueza de detalhes nas peças clássicas. Cada música conta uma história dentro de sua melodia, em momentos que refletem as mais profundas emoções da alma humana. A estrutura geralmente apresenta abertura, introdução, pré-tema, tema, solo dos instrumentos, volta ao tema e finalização. Quando a bailarina reconhece cada uma dessas partes, consegue dividir sua apresentação da mesma forma, tornando o espetáculo mais sensível e artístico.

Conhecer os ritmos também é fundamental. Mais do que saber os nomes em árabe de cada um deles, é importante reconhecer sua estrutura de intervalos de tempo. Para facilitar o estudo na dança, é preciso reconhecer a “batida forte” dentro de um ciclo, e também o conjunto delas ao longo da frase musical. E isso vai acontecendo á medida que mais e mais músicas são ouvidas com atenção e interesse.Afinar o ouvido é uma questão de tempo; quanto mais, melhor. E também, de dedicação. É preciso procurar os pontos acima, ouvir diversas vezes a mesma música. Prestar especial atenção a cada instrumento em cada uma dessas vezes. E, estudar sempre.

Por : Patrícia Bencardini

Extraído do site http://www.dancedeusa.com/

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Geometria corporal expressiva

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


A Geometria corporal expressiva, surgida em 1997 e parte da dançaterapia, é o termo que define basicamente o uso da geometria e da metafísica como recurso didático no ensino da dança.
Inicialmente, o método começou a ser experimentado, por um pequeno grupo de pesquisadoras, no ensino da Dança Oriental.
Em 10 anos, a metodologia provou ser útil, inclusive para outras modalidades de dança, tais como a Dança Havaiana, a Dança Indiana, o Estilo Livre, a Dança Contemporânea e a Dança Étnica Contemporânea do Estilo Tribal Brasileiro (dança de fusão entre Dança do Ventre, Dança Indiana, Flamenco e Danças Folclóricas Brasileiras).

Idéia e origem
O termo que define a nomenclatura, foi desenvolvido posteriormente à sua utilização, apenas para dar um nome àquela forma de ensino.
Os experimentos tiveram início pelo estudo da Gestalt e da Semiótica, numa "leitura semântica" do movimento como forma, e, posteriormente, mais estudos foram sendo agregados, de modo a acrescentar fundamentos à prática e estruturá-la no caminho da eficácia. Portanto, a idéia que originou esta estrutura metodológica, baseou-se em diversos estudos, entre eles:
A Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung;
A Psicologia Formativa de Stanley Keleman;
As couraças musculares de Reich;
A Geometria Filosófica de Robert Lawlor.
Segundo a Gestalt, o cérebro possui um circuito de reconhecimento de padrões. Isso significa que somos matematicamente programados para perceber as formas do mundo físico, o que quer dizer que a simbolização é uma função básica da mente (Cetta e Ward, 1994) - e por isso a experiência com a geometria em dança foi bem sucedida: a geometria é uma linguagem universal e biológica (Tuan, 1974), (Lawlor, 1996), (Jung, 1964).
Com base nestes estudos, na visão do método, o mundo é constituído por formas: assim como movimento tem forma, o rosto tem forma, a vida tem forma, de modo que, os diversos tipos de dança que existem, foram percebidas, e então concebidas, como linhas vivas, linhas em movimento, que em sua abordagem poética "conversam" através do corpo do bailarino(a).
Na Geometria corporal expressiva, os estilos de dança são resultados de diferentes tipologias (tipos de formas) de movimentos, que conferem uma plástica única a cada tipo de dança. O aprendizado da dança passa pela estrutura ideológica das formas: quadrado, círculo, triângulo, oito, curvas, retas e variações, não necessária e obrigatoriamente nesta ordem, utilizando gráficos geométricos que representem os eixos e planos corporais de acordo com cada tipo de dança.
A conceituação do termo chegou a ser considerada mística, e não puramente científica, por incluir a abordagem corporal dentro da abordagem filosófica da metafísica, apesar desta metodologia ser largamente aplicada com resultados práticos e não ter qualquer relação original fundamentada no misticismo.

Pedagogia
A pedagogia baseou-se em gráficos de geometria, representando movimentos corporais com formas e linhas geométricas, para auxiliar na leitura visual do percurso de um determinado movimento, e facilitar o desenvolvimento cinestésico da expressão do mesmo.
Tais gráficos são geralmente esquematizados a partir da forma da esfera (menos comum) e do cubo (mais utilizada). Esta, serve para representar o espaço tridimensional. O movimento-forma é então projetado em um determinado eixo (longitudinal, transversal e/ou sagital) e em um determinado plano (horizontal, vertical e distorções entre ambos), de modo que o "boneco", corpo do(a) bailarino(a), é posicionado no centro do cubo (ou da esfera) sobre o desenho. Ao compreender o esquema visual, obviamente com as devidas explicações do(a) facilitador(a), o cérebro automaticamente reúne as informações necessárias para executar o movimento que é o objeto de estudo, embora o corpo necessite de um tempo, relativamente curto ou médio, para responder ao exercício:
Em Dança do Ventre o método fará uso de gráficos que representem formas como oitos, círculos, linhas ondulatórias e linhas tremidas a serem representadas em movimentos torácicos, de braços e quadris;
Em Dança Havaina sua forma de utilização será idêntica, com o adendo do significado inerente dado à cada tipo de movimento, que faz alusão a elementos da natureza;
Em Dança Indiana, sendo uma dança cuja característica acentuada, é o uso dos movimentos de mãos (mudrás) para representar uma idéia, e as batidas de pés, a depender do estilo teremos:
Se for o Katak, utilizará linhas retas, pontuações e quadrados em profusão;
Se for o Odissi, utilizará linhas retas, pontuações e linhas orgânicas;
Se for o Estilo Bollywood, combinará elementos formais ocidentalizados, porém, sempre baseados na Dança Clássica Indiana (Katak, Odissi) que lhe deu origem;
Em Estilo Livre e em Dança Contemporânea o método fará uso de diversas configurações geométricas em gráficos, previamente programados, de acordo com a intenção do professor;
Em Dança Étnica Contemporânea, no Estilo Tribal Brasileiro, o método é aplicado conforme a interpretação visual da forma de cada estilo (Dança do Ventre, Dança Indiana citadas anteriormente), para depois realizar a fusão dos movimentos:
No Flamenco as curvas e os círculos serão valorizados em sua expressão dramática, com acentos fortemente marcados pelos pés;
Nas Danças Folclóricas Brasileiras os gráficos deverão ser previamente elaborados de acordo com o estilo em questão. O Maracatu, por exemplo, utiliza linhas orgânicas nos braços, pequenos passos e círculos, manifestados em acrobacias semelhantes ao frevo e giros.

Objetivos
Além de seu objetivo pedagógico, o método também tem sua função terapêutica, seja ele aplicado em qualquer estilo de dança.
Na sua prática, o corpo tem a oportunidade de contar a sua história, sobre o passado registrado em sua musculatura e órgãos internos, ou seja, se existir um processo de somatização de couraças musculares, a Geometria corporal expressiva, auxiliará em algumas destas dificuldades de expressão e de leitura corporal, resultando, inclusive, na maioria dos casos, em uma aprendizagem mais rápida, uma vez que a base de sua abordagem (a geometria) é universalmente compreendida - quando corretamente aplicada.
A anatomia humana, possuindo geometria no conceito de postura, é amplamente estudada em conjunto com a cinesiologia, pois a "corporificação" das experiências humanas, vem mostrar que toda aprendizagem somática exige correção postural. A Geometria corporal expressiva ajuda a corrigir a postura, aliviando a tensão muscular das regiões cervical, torácica e lombar.
Postura é um termo geralmente utilizado para avaliar o alinhamento das partes corporais, considerando sua posição em pé, sentada e deitada. Nem sempre a boa postura acompanha estas três posições. Pessoas anatomicamente diferentes terão posturas diferentes, e, devido às variações anatômicas, utilizarão o corpo de maneiras diferentes, mesmo que o movimento expressado seja o mesmo para ambas. Logo, a Geometria corporal expressiva não generaliza uma "postura correta" para biótipos diferentes – cada biótipo estabelece sua boa postura dentro de sua própria estrutura, adotando uma atitude que preservará sua natureza anatômica, aliviando lombalgias, dores cervicais e dores na cintura escapular.
A Geometria corporal expressiva também pode ser coadjuvante dos métodos de Feldenkrais, Laban, dos 5 Ritmos de Gabrielle Roth e da Bioenergética de Alexander Lowen.

O termo geometria corporal expressiva
O intuito pedagógico e terapêutico em sua utlização prática explicam a cultura do termo, mas a razão artística também complementa sua existência.
Se a geometria utilizada como ferramenta visual e cinestésica, é apresentada através de gráficos, cujas linhas e formas representam a intenção do movimento a ser executado, a metafísica assegura a interpretação da metáfora da forma desenhada pelo corpo. Logo, a expressão do movimento é melhor representada, se sua estrutura morfológica for bem compreendida, isto é, quando o movimento como forma é legível, sua interpretação pode ser mesurada. Por essa razão, o método também é chamado de "metaforma e movimento". Apenas uma outra denominação para mencionar sua intenção e acentuar o intuito terapêutico.
A musculatura corporal também codifica emoções e as simboliza em sua linguagem corporal. Logo:
Representar uma idéia em movimento é uma das funções da dança;
Emocionar e fazer um público sentir o que é transmitido através do corpo é uma arte;
Dominar a expressão corporal, controlar a postura e os movimentos, sentir os intuitos da música, são elementos de um mesmo processo: linhas em movimento no corpo são capazes de emocionar.

Exemplos práticos
Tendo o método sido originalmente aplicado à Dança Oriental, os exemplos que se seguem revolvem à mesma.
Formas arquetípicas-chave e suas estruturas ideológicas:
O círculo: transmite a idéia de unidade, perfeição e estabilidade evolutiva;
O oito: representa a idéia primordial do infinito ou do labirinto, no vai-e-volta sem fim, desenhado no corpo será a base da configuração da sensualidade e do lirismo;
A linha ondulatória: portadora de natural voluptuosidade, atua visualmente e fisicamente na liberação de tensões, aderindo à idéia de fluência e revela um suave convite à intimidade ou introspecção;
A linha do "shimmy": movimento em que o quadril realiza acentos laterais ou frontais, inclui duas estruturas paradoxais de movimento, como a firmeza e o relaxamento, revelando segurança e certeza.
A Educação Somática
Do quadril:
Significado metafísico: é o centro da criatividade e equilíbrio do corpo, volvendo aos instintos femininos e maternos;
Movimentos utilizados: shimmies (plural de shimmy - termo derivado do inglês que significa "tremeluzir"), oitos, redondos e ondulações.
Efeitos terapêuticos: maior controle da energia agressiva, elevação da segurança e auto-estima.
Do ventre:
Significado metafísico: ainda no centro de equilíbrio do corpo, cuja musculatura é ativa nas contrações do parto, abrigo dos órgãos de eliminação das toxinas, adquire significado para deixar ir o que não nos serve mais – como, por exemplo, fatos passados;
Movimentos utilizados: ondulações, contrações e tremidos;
Efeitos terapêuticos: definição da musculatura abdominal e cintura, equilíbrio na eliminação de fluidos intestinais, estímulo para a libido, suavização de dores advindas de cólicas menstruais e lombalgia.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Festa de inauguração da escola de dança!



Sucesso total!




A festa foi linda, tivemos no total 42 apresentações, todas as meninas estavam maravilhosas, tivemos apresentações de várias professoras convidadas, Jannah el Helwa, Pamella, Rhadia, nossas professoras também dançaram Mehira, Narin e Danna.


Algumas fotos estão aqui, mas quem quiser pode ver mais no site http://www.gigafoto.com.br/deusabastet
beijos a todas

quarta-feira, 21 de março de 2007

Novidades!!!!

Desculpem a demora!!! Muitas coisas pra fazer e pouco tempo pra tudo.

Antes de mais nada, venho divulgar a Inauguação da Deusa Bastet - Escola de Dança do Ventre.
Será dia 1 de abril, domingo, eu e várias outras meninas estaremos nos apresentando à partir das 17 horas.

A Festa será no Hasbaya Clube do Brasil Rua dos Franceses, 518 Bela Vista.

A entrada será 25 reais, incluido toda a a apresentação, buffet árabe e serviço de garçon.
O buffet é liberado, ága e refrigerante também. Outras bebidas são pagas a parte. A entrada deve ser adquirida antecipadamente na própria escola maiores informações pelo telefone 3081-4568.

E pra quem quiser conhecer nossa escola, Ela funciona de segunda à sábado, horário para visitas é a partir das 14 horas durante a semana e sábado durante todo o dia, podendo fazer uma aula para conhecer a metodologia e dinâmica de aula.

O endereço é Rua João Moura, 791 (Esquina com a Av. Teodoro Sampaio) - Pinheiros - São Paulo.

segunda-feira, 5 de março de 2007

Escolha seu traje

O traje escolhido para a dança revela muito sobre a bailarina. Mais do que o fator revelador das fendas e decotes, está a preferência por determinadas cores modelos e estampas.

No começo dos meus estudos em Dança do Ventre, tinha em mente o velho modelito de sempre: bustie, saia com fendas e cinto cheio de penduricalhos. Com o passar do tempo - como tudo na moda - surgiram novos e ousados modelos, que iam desde saias com camadas de tecido ou fendas exuberantes, até os famosos trajes com estampas de ‘oncinha’.

Comecei a questionar até onde ia a necessidade de mudança e atualização nos trajes e a tentativa ‘inovadora’ que se torna cômica ou até mesmo vulgar. Há, sim, um limite embora nem todos admitam essa possibilidade.

Quando vejo as fotos de Dina - e ela é a Top no quesito sensualidade e ousadia - me surpreendo, sempre. O que salva é que sua dança realmente é muito bonita, limpa e marcada, senão apenas seus modelos sumários chamariam a atenção. Morocco já escreveu uma note em seu site dizendo que em alguns lugares em que dançou, Dina era proibida de dançar, porque os mais ‘conservadores’ não gostavam de seus trajes. E já houve um bá-fá-fá em um fórum por causa da famosa ‘roupa de aranha’ de uma bailarina, na qual as pessoas tentavam entender a conexão entre seu traje e a arte da dança árabe. Sabe-se que no Egito é recomendado usar a segunda pele em shows - exceção que Dina faz questão de exercer - e me pergunto: se o berço da nossa Dança é comprovadamente em sua maior parte Egípcia, por que não respeitar certas condutas?

Não vejo necessidade de exagerar na produção de maneira que sua dança se torne um desfile. Ou ainda mais, que se comente apenas seu traje e nada de sua dança seja lembrado depois... e por que se desfazer do sonho dourado, a primeira associação de dança do ventre - o bom e velho trio bustie/saia/cinto para utilizar saias mini, casaquinhos, luvinhas e afins??

Claro que este é assunto polêmico e opiniões divergem, mas eu tento apenas ressaltar que nem sempre tudo é válido em dança não. Há locais em que ‘tudo é permitido’ por causa do fator Arte, mas discordo plenamente. Já que mencionamos ‘Arte’ que se respeite ao menos as raízes culturais da dança. E se nos propusermos a inovar e ‘modernizar’ a Arte, que seja de maneira elegante e lúcida.

Uma dica legal é sempre combinar o traje com o estilo de música a ser dançado.Veja a seguir o meu guia:
- Clássicas grandiosas geralmente pedem algo fluido, leve que fique como se fosse um sonho esvoaçante
- Percussão -algo ‘moderno’ em termos de cores, fendas e apliques - fuxicos, bordados, etc. acessórios coloridos e alegres, para combinar com a música, pode-se usar as calças, que têm sido muito utilizadas
- Folclóricas - usualmente com a barriga coberta! Vestidos, segunda pele, véus encobertos
- Modernas /Cantadas - vestidos, lycra, fendas, mas ainda assim algo que remeta ao velho trio
Quanto as cores:
- Pessoas de pele clara combinam com os tons - rosa, verde-claro, azul-claro,dourado,marrom,lilás
- Pele morena escura - amarelo, laranja, vermelho,azul forte,branco
- Pele morena clara - verde escuro, tons de azul e vermelho
- E ao sabor do humor e da música...

IMPORTANTE: pense sempre na decoração do local que irá dançar, informe-se antes para não correr o risco de dançar de preto num local onde o fundo é preto, ou misturar-se à parede que decora o local.

Extraido de: http://www.abailarina.com/