sábado, 25 de agosto de 2007

BAILARINAS LENDÁRIAS - Dança do Ventre
Muitas bailarinas fizeram a história da dança oriental. Algumas já faleceram, outras pararam de dançar e outras ainda dançam até os dias de hoje. Conheceremos um pouquinho das bailarinas mais importantes, mas afirmo que tantas outras menos conhecidas também contribuíram para o crescimento da dança oriental.
As bailarinas eram donas da maior parte dos teatros da capital egípcia e responsáveis pelas apresentações que incluíam musica, canto, baile e atrações cômicas. Estes elementos impulsionaram um empresário francês a convidar uma bailarina para representar o Egito na 1a Feira Internacional em Paris, em 1917. Esta bailarina apresentou o mesmo espetáculo e grupo musical que apresentava no Egito e obteve grande êxito.
As Lendárias :
Shafiqa La Copta
Nagwa Fouad
Dina
Badía Masabni
Souhair Zaki
Asa Sharif
Tahía Carioca
Fifi Abdo
Nadia Gamal
Naima Akef
Lucy
Sâmia Gamal
Mona Said
Shafiqa La Copta
Shafiqah al-Qutubiah (ou el Koptiyva), nasceu em 1851, no subúrbio de Shobra, no Cairo. Sua família era respeitável, conservadora e modesta e ficou escandalizada quando ela começou a pensar em dançar. Aos 19 anos de idade, foi descoberta por Shooq e fugia para aprender a dançar, enquanto sua família pensava que ela estava na igreja. Era estudante da primeira dança oriental egípcia de Shooq. Seus pais morreram quando ela ainda era jovem. Depois que se casou, ela viveu sob circunstâncias pobres e tentando melhorar dançando nos clubes.Com a morte de Shooq, Shafiqa se tornou desde a maior bailarina até a mais rica e famosa do Egito.
Sua primeira performance foi em festivais de folclore. Os fans de Shafiqa costumavam jogar moedas egípcias de ouro sob seus pés. Dançou e encantou com sapatos de ouro e brilhantes. Foi uma grande artista em todos os aspectos e possuía uma graça admirada por todos os espectadores. Ganhava muito dinheiro e foi extremamente generosa, teve um importante papel durante a revolução de 1919, ajudando de diversas maneiras os revolucionários egípcios que resistiam a dominação inglesa.
Shafiqa Al-Qibtiyya já era uma lenda na era de 1920. Era extremamente bela e inteligente e ganhou fama por dançar na boite "El Dorado". Shafie'a Qebtiyya ficou conhecida pelas suas inovações, como dançar com candelabros na sua cabeça ou equilibrar uma bandeja de bebidas no seu corpo.
Entre seus admiradores havia muitos ministros e outras pessoas influentes.
Este período marcou o começo da era de bailarinas famosas no Egito. Bailarinas de sucesso como Shafiqa Al-Qibtiyya começaram a abrir seu próprio salah (clubes). Shafiqa era proprietária do "Alf Leya" ou "1001 Noites" clube.
Shafika el Kipteyya tornou-se extremamente rica e dançou com sapatos de ouro, mas seu sucesso não só trouxe seu dinheiro, como ela gastava muito, tornou-se viciada em cocaína e morreu desamparada em 1926.O traje de dança de Shafiqa não era como o das bailarinas mais famosas que 30 anos mais tarde aparecem em cena.
Shafiqa viveu uma vida intensa e cheia de êxitos artísticos. Sua vida foi levada ao cinema. O filme "Chafika el Kebteya" ou "Shafika the Copt" de 1963 dirigido por Hassan El Imam, relata a história desta lendária bailarina. O filme conta com Hind Rostom, Hassan Youssef e Zizi El Badrawi.

Badía Masabni
Nascida em 1893, Badia é considerada a avó da dança oriental, nasceu no Líbano e estabeleceu-se no Egito. Abriu o primeiro lugar de música egípcia tornando-se proprietária do "Cassino Ópera", em 1926. Este era o nome oficial do cassino, mas também era conhecido como "Cassino da Badía" ou "Cabaré da Madame Badía". O cassino incluía comediantes, cantores e bailarinas. Ela apresentava suas danças e lá estiveram atuando grandes estrelas, entre elas Tahia Carioca, Naima Akef e Sâmia Gamal. Trabalhava com uma equipe completa composta de músicos, tais como Farid El Atrashe e Mohamed Abdul Wahab. Este cassino foi freqüentado por intelectuais egípcios e pela aristocracia nacional e estrangeira da época.
Badía mudou o cenário da dança egípcia, criando um novo estilo de dança, usando coreógrafos ocidentais e sendo chamada agora de Raqs El Sharqi. Ela também introduziu um coral de 30 bailarinas. Adorava fazer relações públicas. Certa noite, Badía vendeu o cassino, obteve um passaporte falso e foi para sua terra natal, Líbano.
Devia impostos ao governo egípcio. Morreu em Beirute em 1975 e o Egito todo a recorda com carinho. Com Badía formou-se toda a geração de bailarinas egípcias, como Sâmia Gamal e Tahia Carioca. Ambas treinadas por Badía, se tornariam as mais extraordinárias e famosas bailarinas da metade do século XX.

Tahía Carioca
Dançarina egípcia, Tahia Carioca dançou na maioria dos estados árabes e participou de alguns filmes egípcios com estrelas de filmes árabes como, o cantor e compositor Mohamed Ahdel Wahab e Farid Al Atrache.
Tahia Carioca tornou-se uma das lendas da dança oriental. Mohamed Karim, seu pai, exerceu sobre ela duas influências: seu amor pela arte e em segundo seus vários casamentos. Seu pai casou 7 vezes e mais tarde, Tahia oficialmente dobrou o número de seu pai, casando-se 14 vezes. Ela foi chamada Carioca na ligação que teve com o samba brasileiro, na qual ela desenvolveu seu estilo no início da década de 30 quando se apresentou no casino de Badia Massabni. Ela se tornou fascinada pelo ritmo brasileiro e pediu ao seu músico que tocasse algo similar. Tahia trouxe para os seus shows os rítmos latinos. A concorrência no Caberet Badia era dura, especialmente contra Samia Gamal que também dançava lá no início de sua carreira.
Foi uma das melhores bailarinas do Egito, extremamente audaz, recusou-se a dançar para o ditador turco Kamal Ataturk, o qual proibiu de entrar na Turquia, também recusou-se a dançar para Nazli, rei do Egito. Durante a ultima guerra mundial, exerceu um importante papel, foi responsável por grandes ajudas e donativos.
Na maioria das vezes, as apresentações de Carioca eram de 20 a 25 minutos. Mas a fama de Tahia foi rápida, entre 1930 e 1940, desta maneira, se estendeu até o Rei do Egito, Farouk, que a convidou para dançar no seu aniversário. Seu estilo era totalmente diferente de sua rival, Samia Gamal. O primeiro filme que Tahia fez foi "La Femme et le Pantin", lançado em 1935 e depois participou de mais de 120 filmes, como também, de teatro e novelas. Tahia era uma mulher determinada. Ela era uma grande dançarina! Ninguém conseguiu alcançar sua virtuosidade, seu jogo de palavras, gestos e seu jeito irônico de flertar. Ela deixou sua família em Ismaila depois de uma discussão com seu pai e aos 12 anos partiu de trem para o Cairo. Aos 31 anos já era considerada uma lenda da dança oriental! Tahia provou ser uma fonte de inspiração para toda uma nova geração de dançarinas.
Quando abandonou a dança, fundou um grupo teatral, a primeira obra que apresentou foi a vida de Shafiqa La Copta, peça de teatro de quatro partes que obteve um grande êxito. Tahia faleceu no dia 20 de setembro de 1999, aos 79 anos de ataque cardíaco.
Diziam que ela tinha metade de sua inteligência nos pés e a outra metade na cintura.

Naima Akef
Nasceu em Tanta, no Egito, no dia 7 de outubro de 1932. Sua família era circense e possuía o Circo Akef. Eles viajavam muito fazendo turnês especialmente na Rússia. Em 1957 Naima apresentou sua dança num festival juvenil e ganhou primeiro lugar. No Teatro Bolshoi, há uma foto em sua homenagem.
Naima foi descoberta primeiro pelo diretor Abbas Fawzy que lhe apresentou seu irmão Hessein Fawzy. Ele percebeu o talento dela e lhe deu papel principal na primeira vez em que Naima aparecia num filme.
Ela teve muito sucesso como atriz, era consciente do seu peso, sua forma física, não poupava esforços nos ensaio. Dotada de grande técnica e estilo, suas coreografias encantaram o cinema egípcio com sua arte de canto, atuação e dança. Atuou em aproximadamente 30 filmes. Sua expressiva dança, teve origem nas atuações acrobáticas sobre cavalos. Foi seu pai quem percebeu seus dons, incentivou e reconheceu seus talentos.
Freqüentemente criava suas coreografias mas ficou muito famosa por ser disciplinada e obediente aos seus treinadores. Raramente dançava em casas noturnas. Ela se apresentou algumas vezes no Cassino da Madame Badia Masabni.
Após ter se separado de Hessein, ela se casou com seu contador e com ele teve um filho que começou mais tarde a trabalhar com música.
Naima morreu de câncer em 23 de abril em 1996 com apenas 64 anos, após uma angustiante batalha. Sua musicalidade e interpretação dramática são imortais.

Sâmia Gamal
Declarado pelo rei Farouk como: "A dançarina nacional do Egito" em 1949, Samia Gamal é uma das mais famosas dançarinas do mundo. Nasceu em 1924 na pequena cidade egípcia de Wana, mudou-se para o Cairo depois de alguns meses nascida. Seu nome verdadeiro, Zainab, foi alterado por Badía Massabni, que a convidou para se juntar à sua companhia da dança. Como solista Samia desenvolveu um estilo improvisado que incorporou técnicas do ballet e danças latinas. Seu romance com o ator e cantor Farid al Atrache alegrou seus fãs, que viram o casal junto em filmes, como "I Love You" em 1949 e "Afrita Hanem" em 1950.
Dançou até quase o fim de sua vida. Ela tinha 60 anos e ainda se apresentava em nightclubs parando completamente em 1984. Mais uma vez retornou aos palcos ouvindo os conselhos de um velho amigo, Samir Sabri. As pessoas eram maldosas com ela em cena e soltavam comentários ferinos enquanto ela se apresentava mas nada detinha aquela mulher. Tentavam atingi-la em sua auto-estima e ela continuava dançando. "Dança, dança, nada além da dança. Eu dançarei até morrer!". Acabou falecendo em primeiro de dezembro de 1994, no Hospital de Mirs, no Cairo.

Nagwa Fouad
Nascida em 1942, foi a bailarina mais famosa na 2a metade deste século. Seu começo artístico foi como secretária em uma empresa de organizações de festas e daí passou para o teatro e dança. Afastada de sua casa em Alexandria, sonhava em dançar no Cairo. Participou de muitos filmes com um êxito sem precedentes. Sua fama ultrapassou o mundo árabe e passou a representar o Egito em muitos festivais turísticos.
Dentro de seus espetáculos, foi a pioneira a incorporar elementos originais e sofisticados, dando a Dança Oriental um teor muito mais adaptável no mundo Ocidental. Desta forma, viajou inúmeras vezes para a Europa, América do Norte e Ásia, onde participou dos grandes festivais. Nos Estados Unidos realizou várias apresentações dedicadas especialmente aos habitantes de origem árabe e fundou uma escola de dança oriental em New York. Seu grupo de dança reconheceu diversos elementos de origem folclórica tanto egípcios quanto de outros paises árabes.
Em 1976, o compositor Mohammad Abdel Wahab escreveu uma música especialmente para ela, de nome Arba'tashar. Nesta dança, Nagwa diz ter podido combinar a dramaticidade de Tahía Carioca e as acrobacias de Naima Akef. Este foi seu primeiro grande sucesso responsável por seu reconhecimento. Após ele, foi obrigada a criar novas coreografias a cada três meses. Nagwa com seus movimentos de braços e sinuosidades do quadril reserva sempre um momento do show especial para a Camanja (violino).
Foi também cantora e artista de cinema e teatro; e em 1922 quis interromper definitivamente sua carreira de dança, para consagrar-se no cinema, mas não conseguiu devido a inúmeros pedidos, alegando ser insubstituível. Cativou numerosos políticos, entre eles o estadista Richard Nixon, o egípcio Anwar el Sadat e também o presidente Carter e Henry Kissinger.

Souhair Zaki
Nasceu em Mansoura, onde viveu com sua família até a idade de 9 anos, antes de se mudar para a Alexandria. Musica e dança não faziam parte da sua vida naquela família tradicional - o pai trabalhando com comércio e a mãe como enfermeira. Mas Souhair se apaixonou por ambos quando era muito novinha e aprendeu sozinha a dançar no inicio, ouvindo a rádio.
Seu talento natural logo veio à tona, e antes que ela mesmo desse conta estava dançando nas festas de aniversário e casamento da família. "Eu costumava ir direto da escola para o cinema, para assistir Tahia Carioca e Sâmia Gamal na grande tela. Eu até mesmo cortei meu cabelo e arrumei para ficar parecida com Fairuz", ela diz, referindo-se a uma estrela mirim do cinema egípcio. O desejo de Souhair Zaki para dançar em publico superou a desaprovação do seu pai, no entanto parece que era parte do seu destino, seu pai morreu quando ela ainda era muito jovem e sua mãe se casou novamente. Foi seu padrasto quem realmente lançou e gerenciou sua carreira, arranjando sua orquestra e mais tarde se tornou seu empresário. Souhair se mudou para o Cairo, onde se manteve desde então, circulando entre casamentos e apresentações em nightclubs, que começavam a noite e se estendiam pela madrugada.
"Minha maior rival era a Nagwa Fouad. Nos tivemos uma competição feroz. Se as duas estivessem contratadas para uma mesma festa numa noite, nos corríamos para mandar nossas orquestras e roupas na frente, vendo quem chegava antes ao local". Enquanto Nagwa Fouad, adorava flashes e grandes montagens para sua performance, num estilo bem ocidental, Souhair era exatamente o oposto. Raqia Hassan, reconhecida mundialmente como uma grande coreógrafa e mestra da dança, se manifesta a respeito de Souhair: "Souhair Zaki resume a dança natural. Seu apelo está em sua simplicidade: ela traduziu a música de forma precisa e natural, sem excessos ou exibicionismo. Seus passos têm resistido aos anos, e são ensinados até hoje. Ela sempre foi autêntica apresentando-se e fingir nunca fez parte do seu estilo. Do mesmo jeito que a vê hoje, ao vivo, calma, tranqüila para conversar e educada, ela sempre foi assim em cena".
A imagem clichê da dançarina oriental, quente e sedutora, muda um pouco de figura com ela. Isso talvez porque ela emergiu deste mundo controverso da dança com sua reputação mais ou menos intacta. Ela se orgulha em dizer que dançou nos casamentos de cada uma das filhas de ambos Anwar el Sadat e Gamal Abdel Nasser: que ela era constantemente escolhida para entreter as autoridades em visita ao país, desde o ministro de defesa da Rússia até o presidente Nixon e Henry Kissinger, e que, quando ela se tornou a primeira bailarina que ousou interpretar as reverenciadas canções de Oum Khalthoum num placo de nightclub, ela teve uma benção para o fato.
No final dos anos 80 o cenário da dança começou a mudar, e Zaki, vendo as coisas como iam se desenrolando, começou a pensar em se retirar elegantemente. Naquele tempo profundas mudanças tomavam forma dentro da visão que a sociedade tinha sobre a dança.
Raqia Hassan, quando a convidou para dançar e dar aulas depois de anos no Festival de Dança Oriental no Cairo, pessoalmente ficou impressionada pelo impacto que a presença de Souhair Zaki causou nas reservas das aulas. "Até que os formulários chegassem em grande número, eu não tinha idéia do quanto Souhair Zaki era amada por pessoas de diversos lugares do mundo. Quase todas as alunas inscritas para o festival se inscreveram para a aula a ser dada por ela".
"Aqueles dias nunca mais voltarão atrás. A atmosfera, os clientes, os convidados. Onde estão eles agora? A dança Oriental foi minha vida. Eu tenho meu filho e meu marido. Mas as melhores memórias de minha vida são todas da dança". Souhair Zaki.

Fifi Abdo
Com seus quase 60 anos, é atualmente a bailarina de maior sucesso no Egito, juntamente com Dina e a que paga um dos mais altos impostos. Dotada de um quadril incrivelmente potente, sua dança é forte e impressionante. Foi empregada doméstica de um músico que descobriu seu talento e iniciou sua carreira.
A Rainha da Dança do Ventre diz não ter rivais, pois para ela, uma moça que balança os quadris não significa que é uma dançarina. Mas todos sabem que, assim como Tahia Carioca era rival de Sämia Gamal e Nagwa Fouad era rival de Souhair Zaki, Fifi Abdo tinha Lucy como sua rival da época.
Fifi faz doações para aproximadamente 30 famílias carentes, mas os islâmicos dizem que seu dinheiro e sujo e ilegal, que não deve servir de alimento para ninguém. Ela contesta que seu dinheiro e bonito, porque e ganho graças a seu árduo trabalho. Que no meio do inverno, ela dança descalça, sobre um chão frio, enquanto mulheres de alta sociedade, vestidas em pele, assistem-na na platéia. Sua personalidade e rebelde. Fifi Abdo, sem duvida, causa inveja a qualquer dançarina com seu estonteante shimme (tremor dos quadris). Em sua orquestra, o alaúde toma frente, para atuar em combinação com seus shimmes.

Lucy
Da mesma época de Fifi Abdo e até considerada sua rival, foi uma dançarina extraordinária e reconhecida por seus movimentos rigorosos, bonitos e controlados e uma simpatia sem igual. Quando pequena, praticava ballet clássico, mas diz que se recorda pouco dessa fase. Inspirada em Tahia Carioca e Sämia Gamal começou a atuar como atriz, mas em suas atuações.
Lucy misturava passos de dança e muitos perguntavam se era uma atriz ou uma dançarina. Ela respondia que esta era uma pergunta errada, e dizia que havia algo dentro dela, que não podia ser separado. "A arte é uma totalidade, e não pode ser dividida. O artista, o ator principalmente, deve ser competente em cantar, não o tarab, que e completamente diferente, mas em cantar em ritmo, em movimento... e em dançar, se isto requerer dele", dizia Lucy. "Dançar é minha prioridade. É o que eu nasci fazendo, e logo a dança mais refinada, que e o ballet. Dançar tem que vir primeiramente, depois atuar e então cantar. Eu amo todos os três, me amo em todos os três e graças a Deus, me realizo em todos o três".
Lucy foi considerada uma alma nova em Alexandria. "A Dançarina de Dança do Ventre e Atriz de Cinema". Foi reconhecida por vários papeis importantes no cinema, e deu aulas de dança nos Estados Unidos. Lucy, hoje, dona do Cabaret Parisiana, continua com a mesma simpatia e sorriso encantando seu público eternamente.

Mona Said
Mona Ibrahim Wafa nasceu em 1954. Descendentes de africanos, muito simplista. Começou a dançar profissionalmente aos 13 anos. Sua dança significou uma fuga do Egito para Líbano em 1970, para escapar da raiva de seu pai beduíno e conservador. Quando retornou a Cairo em 1975, já era uma estrela.
Sua dança é caracterizada por uma intensidade e nuance. No entanto, tem momentos em que ela pára de dançar durante alguns períodos. Estes aparentemente coincidem com algum fato de sua vida particular.
Mona sempre esteve dividida entre Londres e Cairo. Em seu repertório, músicas clássicas e uso de flautas eram imprescindíveis. As performances de Mona Said vinham sempre acompanhadas de uma grande orquestra, assim como todas as grandes dançarinas da época, Nagwa Fouad, Lucy, Fifi Abdo, Dina, etc.
No Egito é comum que as dançarinas empreguem os músicos; e Mona Said dizia que havia contratado os mais sofisticados músicos daquela época. Mona dançava mais em Londres, que no próprio Cairo. Seu estilo único fez de Mona uma das grandes estrelas da dança do ventre do século 20. Deu centenas de workshops nos Estados Unidos e em vários outros paises. Seu estilo hoje está bem diferente dos exageros de outrora.

Dina
Não é somente a marca registrada da dança do ventre atual, mas e uma das mais talentosas e também altamente educada e simpática. Durante sua carreira dançando, fez dois diplomas de filosofia, que são iguais a um grau de mestre. Estudava durante o dia, enquanto dançava a noite.
Dina começou sua carreira dançando juntando os grupos de folclore de Mahmoud Reda. Começou a dançar sozinha em Dubai. Isto deu logo aquela senhorita o poder de fechar contratos com os hotéis Sheraton e Marriot no Cairo.
Dina vê a dança como uma arte física, que combina a aptidão e movimentos elegantes de dança. "Embora muitos estrangeiros estejam executando a dança do ventre no Egito, não são considerados bons interpretes da musica árabe", diz Dina. "No Brasil, você encontra bailarinas que dançam muito bem. Se eu quiser tentar dançar como uma menina brasileira, o resultado vai ser muito diferente, porque eu ouço a musica diferentemente".
Dina com seus olhos verdes, cabelo longo preto, figura perfeita e movimentos graciosos do corpo que revelam um talento admirável, está no coração dos árabes e estrangeiros. Dina dedicou uma parte grande do seu tempo, para dar oportunidades educacionais e de performances para aquelas interessadas na arte da dança do ventre egípcia e de promover esta arte ao publico geral patrocinando seminários, workshops e eventos, a que esteja disponível ao redor do mundo.
Dina foi à Arábia Saudita para submeter-se ao quinto pilar do Islam, Hajj, e em seu retorno do Hajj, ela anunciou que estaria se aposentando do mundo da dança completamente. Disse que estaria devotando sua vida à Deus. Entretanto, o amor de Dina pela dança era demasiadamente grande, e assim ela anunciou que em qualquer hora estaria voltando a dançar. Aparentemente também tem ofertas dos produtores egípcios para estrelar vários filmes.
Dina não conseguiu se separar da dança. Continua sendo contratada para shows e workshops em vários países. Atualmente é a bailarina mais bem paga do mundo e considerada, merecidamente, a top da dança do ventre mundial.

Asa Sharif
Ela foi a rainha do twist. É conhecida pela sua informalidade. Uma bailarina alta aparentemente e grande. A sua expressão é engraçada, ela franze a testa, mas ri ao mesmo tempo. Sua meia ponta é altíssima e um dado engraçado é que todo movimento do corpo a mão faz igual.

Nadia Gamal
De origem greco-arabe, é egípcia de coração. Responsável pelo surgimento da primeira escola de Dança do Ventre em Beirute. Nasceu em 1973 e faleceu em 1990 de câncer. Sua dança era sofisticada e parecia reunir muitos estilos que forneciam a força de sua identidade.
Nadia possui uma dramaticidade, que combinava perfeitamente com performances de dança com teatro. Chegou a trabalhar durante muito tempo com o tablista Setrak, formando uma dupla de coesão explicita. Por duas vezes esteve nos Estados Unidos, ministrando cursos. Sempre será símbolo da perfeita interpretação da música.

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Fontes:* Shokry Mohamed - La Danza Mágica Del Vientre* Merit Aton - Danca do Ventre, Danca do Coracao* www.belly-dance.org* www.bellydancemuseum.com* www.luxordancadoventre.com.br* www.bellydancing.pwp.blueyonder.co.uk

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Muito boa a história das grandes bailarinas do ventre.