sexta-feira, 24 de abril de 2009

Tribal Fest - São Paulo

Esse evento vai bombar!!!!





Minha amigona Deborah Macedo está organizando o Tribal Fest, que acontecerá em outubro.





Esse evento lewva o nome de tribal, mas não por se dirigir apenas ao estilo tribal, mas por querer juntar todas as tribos e fusões.




http://www.tribalfest.com.br/


Entrem no site e se inscrevam!!!!

sábado, 21 de março de 2009

NOVIDADES!!!!!

Se existe uma coisa boa são novidades, desde a última semana temos uma DIVA em nossa escola, Michelli Nahid, loira, linda, leve, de uma simpatia e humildade que nunca vi antes.



Sua 1º aula, conversou muito com a gente, mostrou como trabalha e suas bases de estudo, fez uma avaliação livre do grupo.
Ela se mostra aberta a dividir seus conhecimentos e orientar as alunas, da melhor forma possivel, exerga as deficiencias, mas também as qualidades de cada uma, ela se doa como professora.


Quem se interessas em fazer aulas com ela, a escola está situada na região de Pinheiros, próximo a Teodoro Sampaio http://www.deusabastet.com.br/


quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Os chakras

Quando falamos em dança do ventre, para muitas pessoas o que vem a mente é a que trabalha a espiritualiadade, a energia, a terapeutica, e não tem como não pensar nos chakras, os chakras são distos pontos de energigia em nosso corpo, cada um tem uma função e uma cor que o representa, apesar de a maioria da dança que vemos ser de cunho estritamente comercial, há varios espaços terapeuticos e holisticos que trabalham o que também chamamos de Dança do Ventre Sagrada, que é a que mexe com nossa energia vital nos ligando ao nosso Eu-Maior, simplificando, fazendo nossa ligação com Deus através da dança.

Segue um texto da Valéria Prado, sobre os chakras e sua energia

beijos

Chakras (roda) são centros que captam e distribuem a energia vital para nossos corpos físico e sutis. Esta energia vital é chamada prana; ela é absorvida no processo respiratório e distribuída aos chakras pelos canais energéticos, denominados nadis pelos yogues e meridianos pelos chineses.
As posturas da yoga ativam esses nadis, melhorando o fluxo do prana por todo o corpo. Toda vez que ocorre uma alteração em nosso equilíbrio energético (por emoções, mudanças em nosso estilo de vida, etc....) há uma alteração na energia dos chakras, pois eles funcionam como um acumulador eletromagnético (ou banco de dados), armazenando informações, memórias... Por isso, algumas vezes, as posturas da hatha yoga trazem à tona sensações, emoções ou mesmo a memória de algum episódio do passado.
Muitas vezes o corpo reage a esses retornos com dor. Ela indica que estamos mexendo em um terreno perigoso para nosso ego. O ego se preserva, mas às vezes essa proteção é excessiva, pois impede qualquer mudança. Se ao invés de fugir da dor nos propusermos a escutá-la, se nos relacionarmos com ela, poderemos entrar em contato com a mensagem que está além da dor.
Cada um de nossos chakras elabora um tipo de energia. Veremos os 7 chakras principais.

MuladharaMULADHARA: situado na base da coluna; representamos simbolicamente por uma flor de lótus de 4 pétalas de cor laranja. Está ligado às nossas necessidades básicas de segurança. Quando atuamos no mundo a partir deste chakra, lutamos por nossa individualidade; ansiamos por sentir proteção.
Este chakra acumula impressões, memórias, conflitos, atitudes e crenças gerados em nosso esforço para alcançar autonomia pessoal e identidade.Se, durante a fase em que buscávamos esta autonomia nos sentimos inseguros com relação ao nosso ambiente, nossos pais, ou inadequados de alguma maneira, este chakra e os nadis a ele ligados guardarão esta memória, e poderão sofrer alguma desarmonia.

SvadisthanaSVADISTHANA: localizado na região dos órgãos genitais; representado simbolicamente por uma flor de lótus de 6 pétalas cor-de-rosa.
Está ligado ao desejo de sensação, de ter, amar, pertencer a, de estabilidade (emocional e financeira). Quando atuamos no mundo a partir de uma consciência ligada a esta chakra estamos sempre procurando sensações agradáveis, que uma vez alcançadas precisam ser eternizadas. Nos apaixonamos e sofremos ante a possibilidade de perder o objeto de nossa paixão. Quando perdemos a fonte de nossas sensações (seja uma pessoa, atividade prazerosa, um objeto querido, ...) nos ressentimos.
Este chakra acumula memórias, impressões, etc.... referentes à fase em que buscávamos a troca afetiva, quando nascia em nós o impulso erótico, a busca do outro. Problemas nesta fase podem gerar medo de perder (pessoas, coisas, situações); hostilidade nos relacionamentos, ciúmes, solidão, ressentimento,...

ManipuraMANIPURA: localizado no centro do abdôme; representado simbolicamente por uma flor de lótus de 10 pétalas de cor verde.
Está ligado ao desejo de poder, a vontade de aprender e de se comunicar. É o centro do ego, do “eu sou”, da nossa vontade. Aí está o que visceralmente somos. Quando atuamos no mundo a partir deste chakra queremos marcar nosso território, ser respeitados e até mesmo temidos.
Este chakra acumula memórias, impressões,... da fase em que buscávamos afirmar nossa vontade, nosso ego no seio de nossas famílias. É a fase do “não” da criança pequena. Problemas ocorrem quando nos sentimos tolhidos, por pais medrosos ou muito autoritários.

Estes três primeiros chakras elaboram nossas necessidades básicas: segurança, sensação e poder. Em todo o reino animal estas necessidades existem como luta por alimento (sobrevivência), sexo (procriação) e poder (preservação da espécie).
É a partir da consciência do quarto chakra que começamos a vivenciar nossa humanidade.

AnahataANAHATA: localizado no centro do peito, região do coração; representado simbolicamente por uma flor de lótus de 12 pétalas, de cor dourada. Está ligado ao amor transpessoal, incondicional, aos ideais nobres, ao desejo de expansão do autoconceito e da visão do mundo.
Quando atuamos no mundo a partir deste chakra aceitamos o outro, não importa o que ele nos faça (ou deixe de fazer). Renunciamos ao desejo de que as coisas aconteçam “do nosso modo”. Vivemos nossas vidas - e deixamos que os outros vivam a deles. Somos capazes de sentir compaixão, de nos colocarmos no lugar do outro. Podemos então aceitar nossas fraquezas, apegos, vulnerabilidade. Aprendemos a perdoar, pois compreendemos que as falhas são apenas e tão somente passos na jornada que cada um trilha. Elas fazem parte de nosso aprendizado, nos tornam humanos.
Quando atuamos no mundo a partir deste chakra sentimos equilíbrio - nem agitação excessiva, euforia, nem depressão. Sentimos mais energia e necessitamos de menos horas de sono.

VishuddaVISHUDDA: localizado no centro da garganta; representado simbolicamente por uma flor de lótus de 16 pétalas de cor azul-prateado. Ligado à livre expressão de nossa criatividade, a nossa auto-expressão. É considerado o centro da abundância, pois quando usamos nossos dons no mundo a natureza nos devolve em pagamento tudo aquilo que precisamos.
Quando atuamos no mundo a partir deste chakra, abrimo-nos para receber o que nos é ofertado, sem criarmos qualquer sentimento de obrigação. Neste chakra temos a compreensão de que vivemos em um mundo perfeito, mas não do ponto de vista da felicidade momentânea. “O seu mundo é perfeito por lhe proporcionar continuamente as experiências de que precisa para se desenvolver como um ser consciente” (isto é, livre de apegos emocionais).

AjnaAJNA: localizado no centro da testa; representado simbolicamente por uma flor de lótus de 2 pétalas de cor azul-púrpura. É o centro da percepção consciente.
Quando atuamos a partir deste chakra nos tornamos testemunhas de nossas ações, pensamentos e sentimentos. Observamos, sem fazer nenhum tipo de julgamento. Assistimos nossos corpos e mentes atuando no mundo, fazendo suas obrigações, percebendo que somos - todos nós - atores desempenhando, por um breve tempo, seus papéis. Não precisamos gastar nossas energias querendo mudar o script alheio, nem nos identificando com nossos papéis. Vivemos a cada instante o que ele nos traz. A meditação visa nos trazer cada vez mais para este “estado de testemunha”, no sexto chakra.

SahasraraSAHASRARA: localizado no alto da cabeça; representado simbolicamente por uma flor de lótus de mil pétalas de cor violeta.
É o centro mais difícil de ser atingido, ou mesmo compreendido, mesmo por curtos períodos no estado de meditação. Isto porque neste centro perdemos a noção da individualidade, do ego; podemos então perceber nossa união com tudo que existe.
Nossa mente é dual, toda nossa percepção do mundo se processa sobre esta dualidade: bom x mau, belo x feio, certo x errado, luz x sombra, etc.... Neste chakra a dualidade não existe - como nossa mente racional poderia compreendê-lo?
O sábio chinês Lao-Tzu descreve a consciência que vive neste chakra:

      Se todos na Terra reconhecerem a beleza como bela,
      desta forma já se pressupõe a feiúra;
      Se todos na Terra reconhecerem o bem como o bem,
      deste modo já se pressupõe o mal.
      Porque Ser e Não-ser geram-se mutuamente.
      O fácil e o difícil se complementam.
      O longo e o curto se definem um ao outro.
      O alto e o baixo convivem um com o outro.
      A voz e o som casam-se um com o outro.
      O antes e o depois se seguem mutuamente.

      Assim também o Sábio:
      permanece na ação sem agir,
      ensina sem nada dizer.
      A todos os seres que o procuram
      ele não se nega.
      Ele cria, e ainda assim nada tem.
      Age e não guarda coisa alguma.
      Realizada a obra,
      não se apega a ela.
      E, justamente por não se apegar,
      não é abandonado.

    (Tao Te Ching)

Namastê

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O Limite da dor

Gente, muito tempo sem postar e uma preguiça enorme de pensar.... rs

Mas como toda bailarina, todas nós sofremos com a DOR. Dor nos pés, nas costas no braço, no abdomem... em tudo.

Segue uma reportagem que saiu no Globo reporter há um tempo.

bjs

O Limite da dor.

O corpo parece não ter limites. Contraria a lógica. Cada músculo e cada articulação são insistentemente exigidos. A coreografia precisa encantar. Eles parecem flutuar. São leves, delicados, nós quase não percebemos, mas os movimentos dos bailarinos escondem uma energia difícil de ser medida. E mais ainda, uma força muscular que muitas vezes faz com que o ser humano vá além dos seus próprios limites.

"Quando eu estou dançando, não sinto dores. Parece que a gente esquece tudo. Parece que a gente se transforma quando está em cena. Parece que a gente dá lugar para o personagem", conta a bailarina Inês Drummond.

Cada um dos 35 bailarinos do Corpo de Baile do Teatro Guaíra, no Paraná, faz do palco uma extensão da vida. E nesse amor desmedido, nem sempre o cansaço é levado em consideração. Muitas vezes, a dor, suave ou intensa, faz da dança uma tortura. Um sofrimento omitido em nome da arte.

Inês tem de 40 anos, 21 de balé. Alex Daniel Cajé tem 23 anos, onze de balé. Caminhos diferentes, um mesmo destino. Lesões graves no joelho impediam os movimentos, mas eles insistiam em não atender aos sinais.


“Dancei com dor. Levei uns oito meses até descobrir o que era”, diz Alex. “Era complicado. Encontrava forças em outras musculaturas. Aprendi a trabalhar de outra forma e isso não é muito bom”.



O tempo não apagou da memória de Inês cada uma das vezes em que dançou limitada pela dor ou até mesmo quando ficou de fora dos espetáculos.

"Quando eu era mais nova, era muito ruim, eu chorava muito, ficava muito triste. Me abalava muito emocionalmente o fato de eu ter me machucado, mesmo que fosse por pouco tempo. Para mim, parar por uma semana representava um ano. Nunca admitia. Por isso, muitas vezes eu dancei machucada. Acho que isso acarretou meus problemas futuros”, comenta a bailarina.

O joelho ficou enfraquecido por tantas lesões. Para corrigir uma fratura, Inês precisou se acostumar a dançar com um parafuso implantado na perna.


Conhecer o drama de quem não pode contar com o instrumento de trabalho facilitou a atuação de Carlos Cavalcanti. Ex-bailarino do Guaíra, ele abandonou a profissão aos 31 anos de idade para se tornar fisioterapeuta do corpo de baile. Seu trabalho: ajudar os bailarinos a conhecer os seus limites, suavizar a dor, sem comprometer a perfeição.

“Entender que você pode fazer com prazer, deve fazer com calma, com respeito ao seu corpo. O seu corpo vai dizer tudo”, ressalta o fisioterapeuta.

Fonte: http://globoreporter.globo.com/Globoreporter/0,19125,VGC0-2703-140-4-2995,00.html

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Dançando a meia noite

Aproveitando o embalo..rs..

Meu intúito quando comecei esse blog, era colocar assuntos sempre relacionados a DV, após o falecimento da minha mãe, onde houve um fato que me marcou muito, fiquei quase um ano sem postar nada.
Atualmente, e depois de várias e novas experiencias relacionadas a dança, pretendo continuar a colocar material de estudo que seja voltado a dança do Ventre, mas não se prendendo tanto apenas a DV, mas outros tipos de dança e modalidades que preparem e ajudem nosso corpo a se desenvolver melhor.

E como blog também é cultura... quero divulgar o Espetáculo da Luana Mello, que é a professora responsável pelo treinamento das professoras da escola onde faço aula.


www.dancadoventre.art.br
www.ticketfacil.com.br
www.barteatrix.com.br

Espetáculo de curta temporada, que explora vários tipo de dança, além da dança do ventre, é claro.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Ana Botafogo

Ana Botafogo (Rio de Janeiro, 9 de julho de 1957) é uma bailarina e atriz brasileira.

Nasceu sob o signo de câncer, às 8h35. Começou a estudar ballet clássico em sua cidade natal e a dançar profissionalmente na França, no Ballet de Marseille.

Atualmente é a Primeira Bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro já tendo se apresentado na Europa, América do Norte, América Central e América do Sul.

Estreou no Municipal com o ballet “Coppélia”, o que abriu portas para novos convites internacionais. Estreou como atriz em Páginas da Vida, novela das oito da TV Globo, escrita por Manoel Carlos, no papel de filha de Tarcísio Meira e Glória Menezes, e como uma professora de ballet muito culta.

Ana Botafogo é uma excelente bailarina. Tem bastante abertura e um en dehors invejável. Em suas entrevistas, fala que para ser uma boa bailarina é necessário ser persistente, disciplinada e esforçada e, que por essa razão, chegou aonde está. Ela é uma das melhores bailarinas do mundo inteiro, junto com Mikhail Baryshnikov (russo) e Cecília Kerche (brasileira). Sendo além de bailarina voluntária.


A história de uma carreira de sucesso desenhada na ponta dos pés


Ana Botafogo, primeira-bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro desde 1981, ano que ingressou na importante companhia de dança brasileira após ser aprovada num concurso público, é dona de uma carreira repleta de conquistas importantes.

Apesar de nunca ter imaginado que sua estrela brilharia tanto, Ana afirma que a dança sempre foi a coisa mais importante em sua vida. Sua seriedade e comprometimento com a profissão a levaram a superar todo o tipo de obstáculos. Com seu carisma, a bailarina contagia seu público e inspira jovens bailarinas do país inteiro quando enche o palco com sua dança e magia.

Ana Botafogo iniciou seus estudos de ballet clássico ainda pequena em sua cidade natal, mas foi no exterior que ela complementou sua formação. Na Europa freqüentou a Academia Goubé na Sala Pleyel, em Paris (França), a Academia Internacional de Dança Rosella Hightower, em Cannes (França) e o Dance Center-Covent Garden, em Londres (Inglaterra).

Foi na França, mais precisamente na Ballet de Marseille, do famoso coreógrafo Roland Petit, que a bailarina brasileira dançou como profissional pela primeira vez. Suas performances no exterior incluem participações em festivais em Lausanne (Suíça), Veneza (Itália), Havana (Cuba) e na Gala Iberoamericana de La Danza, representando o Brasil, no espetáculo dirigido por Alicia Alonso, em Madrid (Espanha), realizado em comemoração aos 500 Anos do Descobrimento das Américas.

De volta ao Brasil no final da década de 70, a bailarina ainda muito jovem, foi nomeada Bailarina Principal do Teatro Guaíra (Curitiba-PR), da Associação de Ballet do Rio de Janeiro e, em 1981 juntou-se ao balé do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Ao longo de sua carreira, Ana Botafogo já interpretou os papéis principais de todos as mais importantes obras do repertório da dança clássica. Destacam-se suas performances em produções completas como Coppélia, O Quebra Nozes, Giselle, Romeu e Julieta, Don Quixote, La Fille Mal Gardée, O Lago dos Cisnes, Floresta Amazônica, A Bela Adormecida, Zorba o Grego, A Megera Domada e Eugene Onegin. A bailarina também levou para diversas capitais brasileiras os espetáculos ''Ana Botafogo In Concert'' e ''Três Momentos do Amor''.

Em 1995, na qualidade de ''étoille'' convidada da Companhia de Opera Lodz (Polônia), interpretou o papel feminino do Ballet Zorba, O Grego, dançando em várias cidades do Brasil.

Ana dançou como artista convidada de importantes Companhias de Ballet, tais como: Saddler’s Wells Royal Ballet (Inglaterra), Ballet Nacional de Cuba (Cuba), Ballet del Opera di Roma (Itália), entre outras.
Entre seus partners internacionais estão os mais expressivos nomes da dança mundial como Fernando Bujones, Julio Bocca, David Wall, Desmond Kelly, Cyril Athanassof, Alexander Godunov, Richard Cragun, Jean-Yves Lormeau, Lazaro Carreño, Tetsuya Kumakawa, Yuri Klevtsov, José Manuel Carreño e Slawomir Wozniak.

Mas suas sapatilhas conquistaram muito mais que calorosos aplausos ao redor do Brasil e do mundo. A bailarina foi presenteada pelo Governo dos Estados Unidos da América do Norte, por intermédio Comissão Fulbright e do Governo da Inglaterra, com bolsas de estudo para aperfeiçoamento da dança.

Entre os muitos títulos que recebeu do governo do Rio de Janeiro estão o de Embaixatriz da Cidade do Rio de Janeiro e o de Benemérito do Estado do Rio de Janeiro. O Ministro da Cultura da República Francesa nomeou-a em 1997 ''Chevalier Dans L'Ordre des Arts et des Lettres'' e em 1999, o Ministério da Cultura do Brasil outorgou-lhe o Troféu Mambembe referente ao ano de 1998, pelo reconhecimento ao conjunto do trabalho e divulgação da dança em todo o território nacional. Em dezembro de 2002 recebeu do Ministério da Cultura a Ordem do Mérito Cultural, na classe de Comendadora, por ter se distinguido por suas relevantes contribuições prestadas à cultura no país,e em agosto de 2004 recebeu a Medalha de Mérito Pedro Ernestro da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Ana Botafogo é considerada, tanto pelo público como pela crítica, uma das mais importantes bailarinas brasileiras por sua técnica, versatilidade e arte.


Fontes:
http://www.anabotafogo.com.br/
http://pt.wikipedia.org/

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Ditadura da magreza na dança do ventre

Essa é uma das campanhas de um blog que não é mais atualizado. As outras são: campanha contra a vulgarização dos trajes de dança do ventre (as imagens são pa-vo-ro-sas), e contra a cópia da expressão e estilo de outras bailarinas (tem uma montagem hilária com a ovelhinha clonada Dolly).



A dança do ventre é “vendida” como algo que toda mulher pode praticar, independente de tipo físico, idade, altura, etc. Mas, nos últimos anos, o que temos notado é que há uma padronização do corpo das bailarinas profissionais: bastante magras, com corpos bem definidos e, em sua maioria, jovens.

Nas entrelinhas, pode-se entender o seguinte: a aceitação do corpo feminino só é válida porque a mulher “fora dos padrões” está pagando pelas aulas. Se ela quiser se profissionalizar (sendo paga pelo seu trabalho), deve entrar em um esquema de controle de seu corpo semelhante ao de qualquer bailarina de balé clássico, já que deve atender a um padrão (definido por quem? de onde saíram esses critérios?) de qualidade profissional. E, ao que parece, este “padrão” está mais interessado na aparência do que na qualidade técnica da bailarina.

Para piorar, é bastante desagradável ver que há muitas bailarinas de dança do ventre que concordam com essa distorção de imagem. Elas não percebem que, pelo dinheiro (ou pelo que consideram padrão, exigência de mercado, ou outro nome parecido), estão anulando seu físico, abrindo espaço para distúrbios psicológicos e alimentares, e negando seu biotipo.

Vi uma discussão no Orkut na qual várias pessoas se insurgiram contra esse raciocínio. Inclusive foi postado um link bastante interessante: trata-se de um catálogo de roupas de dança do ventre, alemão, com moças de corpos bastante diferentes, desde a magrinha até a gordinha. É um alívio ver essa diversidade, especialmente depois de visitar outro site, estadunidense, com modelos que parecem produzidas em série.

Essa questão pode parecer restrita ao mundo da dança, mas não é. Apenas reflete o fato de que nossa sociedade é tão obcecada por juventude e magreza que chega ao ponto de, mesmo em uma dança democrática, criar uma segmentação entre “aceitável” e “fora do padrão” que põe por terra toda a sua essência de valorização da feminilidade e respeito ao corpo de cada mulher.





Texto extraido do blog: http://cynthiasemiramis.org/